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Atentado em Nice

Governo diz que não foi estabelecida relação entre autor e "redes terroristas"

O ministro do Interior de França disse hoje que "não foram estabelecidas pela investigação nesta fase" relações entre o homem que matou 84 pessoas em Nice e "as redes terroristas", incluindo o Daesh, que reivindicou o ataque.

© Eric Gaillard / Reuters

"O modo operacional toma emprestado completamente o que são as mensagens do Daesh", disse, no entanto, Bernard Cazeneuve à rádio RTL.

"Não podemos excluir que um indivíduo desequilibrado e muito violento" se tenha, "através de uma rápida radicalização, comprometido com este crime absolutamente horrendo", acrescentou.

Na quinta-feira à noite, um camião avançou durante dois quilómetros sobre uma multidão na Promenade des Anglais (Passeio dos Ingleses), em Nice, que estava a assistir ao fogo-de-artifício para celebrar o dia de França.

O último balanço das autoridades francesas aponta para 84 mortos e 202 feridos. Pelo menos um cidadão português ficou ferido no ataque, confirmou o Governo.

O condutor do camião foi abatido pela polícia.

As autoridades francesas consideraram estar-se perante um atentado e o Presidente da França, François Hollande, anunciou o prolongamento por mais três meses do estado de emergência que vigora no país desde o ano passado.

O grupo extremista Desh reclamou a autoria do atentado.

Com Lusa

  • Fuga de Vale de Judeus em junho de 1975 no Perdidos e Achados
    0:36

    Perdidos e Achados

    Prisão Vale de Judeus, final de tarde de domingo, dia 29 de junho de 1975. O plano da fuga terá sido desenhado por uma vintena de homens. Serrada a presiana metálica era preciso passar, para fora do edifício, as cabeceiras dos beliches onde os presos dormiam. Ao longo de cerca de uma hora 89 detidos, agentes da PIDE/DGS, a Polícia Internacional e de Defesa do Estado português extinta depois da revolução de 1974, fogem do estabelecimento prisional.

    Segunda-feira no Jornal da Noite