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Atentado em Nice

Europol não encontrou provas de que condutor de Nice pertença ao Daesh

© Eric Gaillard / Reuters

O serviço europeu de polícia (Europol) afirmou hoje não haver qualquer prova de que o atacante de Nice (França) seja um membro do Daesh e que não há prova de envolvimento do grupo extremista noutros recentes atentados.

Numa nota divulgada hoje sobre os quatro ataques terroristas perpetrados no espaço de um mês (Orlando, EUA, Magnanville e Nice, França e Würzburg, Alemanha), a Europol sublinhou as "dificuldades operacionais em detetar e desmantelar ataques de atores solitários" e que "apesar de o Daesh ter reivindicado os últimos ataques, nenhum dos quatro parece ter sido planeado, com apoio logístico, ou diretamente executado pelo Daesh".

Segundo a organização, que hoje divulgou o relatório anual sobre terrorismo na União Europeia (UE), existem indícios que os atacantes de Orlando, Magnanville e Würzburg sejam apoiantes dos radicais, mas o "seu envolvimento real com o grupo não pode ser estabelecido".

"Além disso, não há nenhuma prova que sugira que o atacante de Nice se considerava membro do Daesh. Foi relatada a sua radicalização num muito curto espaço de tempo e o seu consumo de propaganda jihadista nos dias anteriores ao ataque. No caso de Würzburg, as notícias são da existência de uma bandeira feita à mão no quarto do agressor", lê-se na nota, pelo que a Europol concluiu que, apesar da reivindicação dos ataques, a "filiação no grupo não é clara".

O serviço policial também destacou as palavras usadas nas mensagens do Daesh sobre os ataques, notando que a agência A'maq argumentou ter recebido informações de fonte não identificada de que os ataques foram realizados por "soldados do Califado" ou por um "combatente do Daesh".

"Isto em contraste com as reivindicações claras do Daesh de responsabilidade no ataque de novembro de Paris e de março de Bruxelas, ao dizer que os atacantes eram membros enviados para realizar os atentados", indicou a Europol, referindo haver ligações religiosas e ideológicas nos ataques de solitários, mas não podem ser excluídos eventuais problemas de saúde mental.

Na passada quinta-feira, um homem atirou um camião contra uma multidão, em Nice, provocando pelo menos 84 mortos, enquanto em Würzburg, na segunda-feira, um jovem feriu cinco pessoas, num comboio com um machado.

A 12 junho, em Orlando, um homem matou 49 pessoas numa discoteca e um dia depois, em Magnanville, foram assassinados dois polícias.

Com Lusa

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