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Atentado em Nice

Presidente francês homenageia vítimas dos atentados de Nice

© Jean-Pierre Amet / Reuters

O presidente francês, François Hollande, homenageou hoje as 86 vítimas dos atentados de Nice, na presença do conjunto da classe política francesa, que pôs de parte os seus desentendimentos para este momento de recolhimento.


Três meses depois do drama, que foi seguido de acesas discussões entre o Governo socialista e a oposição de direita e de extrema-direita, a "unidade nacional" prevaleceu durante esta cerimónia nacional, organizada em Nice.

O impopular presidente Hollande, que ainda não anunciou se se candidata a segundo mandato na primavera de 2017, insistiu na necessidade de unidade no país, traumatizado por uma série de atentados desde janeiro de 2015, dos quais resultaram 238 mortos.

"O objetivo monstruoso dos terroristas" consiste em "desencadear a violência para fazer nascer a divisão", mas "esta empresa maléfica falhará: a unidade, a liberdade, a humanidade, no fim prevalecerão", considerou Hollande.

Para o presidente, os atentados também tinham como objetivo a "hospitalidade" de uma cidade que atrai os turistas do mundo inteiro com a sua "doçura de viver". Anualmente, 11 milhões de visitantes, cerca de metade estrangeiros, visitam a Côte d'Azur.

Na noite do dia da nação em França, um tunisino, Mohamed Lahouaiej Bouhlel, investiu com o seu camião contra a multidão reunida no 'Promenade des Anglais', em frente ao mar, para assistir ao tradicional fogo-de-artifício de 14 de julho. A fúria assassina do tunisino só terminou quando foi abatido pela polícia.

O ataque - reivindicado pelo Estado Islâmico apesar da investigação não ter conseguido estabelecer os laços entre o autor e a organização 'jihadista' - provocou 86 vítimas mortais e mais de 400 feridos. As vítimas eram de 19 nacionalidades, com idades entre os dois e os 92 anos e um terço era de religião muçulmana.

Esta diversidade reflete-se na centena de convidados para esta cerimónia de homenagem, fechada ao público mas transmitida em direto pela televisão.

Lusa

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