sicnot

Perfil

Autárquicas 2017

Autárquicas 2017

Autárquicas 2017

Rui Moreira fica com pelouro da Habitação e entrega Urbanismo a Rui Loza

O presidente da Câmara do Porto decidiu hoje assumir o pelouro da Habitação e Ação Social e atribuir o do Urbanismo a Rui Loza, eleito independente que até agora não tinha pelouro, disse à Lusa o adjunto do autarca.

A decisão do autarca independente surge depois de os socialistas Manuel Pizarro e Manuel Correia Fernandes terem, esta manhã, devolvido os pelouros que detinham na Câmara do Porto -- da Habitação e Ação Social e do Urbanismo, respetivamente.

O presidente da Câmara do Porto passa, assim, a deter os pelouros da Habitação e Ação Social, da Cultura, da Proteção Civil e do Desporto e Lazer, ao passo que Rui Loza, representante da autarquia na Porto Vivo - Sociedade de Reabilitação Urbana (SRU), fica a tutelar o Urbanismo.

Apesar das mudanças, Rui Moreira "mantém a maioria absoluta no executivo", com sete de 13 membros eleitos para a autarquia a terem pelouro atribuído, assinala o gabinete de comunicação da Câmara do Porto, em comunicado.

Atualmente, têm pelouro atribuído os seis elementos da lista independente de Rui Moreira e Ricardo Valente, eleito pelo PSD.

Rui Loza, que agora assume o pelouro do Urbanismo, integra o executivo desde julho de 2016, altura em que Manuel Sampaio Pimentel (CDS/PP), número dois da lista de Moreira nas autárquicas de 2013, pediu a suspensão do mandato.

Loza foi coordenador da elaboração do processo de candidatura do Centro Histórico do Porto à inclusão na Lista do Património Mundial da UNESCO (1996) e coordenou, em 2008, a equipa que elaborou o Plano de Gestão do Centro Histórico do Porto, Património Mundial.
De acordo com o gabinete de comunicação da autarquia, Loza é também "urbanista e investigador, com uma larga experiência em processos de Reabilitação Urbana, Ordenamento do Território e Ambiente".

O mesmo gabinete refere que "os dois vereadores do PS, Manuel Pizarro e Correia Fernandes, abdicaram formalmente esta manhã dos pelouros que lhe estavam distribuídos pelo presidente da câmara, deixando de ter competências executivas".

O executivo da Câmara do Porto é composto por 13 elementos: seis da lista independente de Rui Moreira, três eleitos pelo PSD (um deles tem o pelouro da Economia), três do PS (dois detinham pelouros desde o início do mandato na sequência de um acordo pós-eleitoral com Moreira) e um da CDU.

A partir de hoje, o executivo fica os seguintes vereadores com pelouro: Rui Moreira (presidente e pelouros da Cultura, Habitação e Ação Social, Proteção Civil, Desporto e Lazer), Guilhermina Rego (vice-presidente e pelouro da Educação, Organização e Planeamento); Filipe Araújo (Inovação e Ambiente), Cristina Pimentel (Mobilidade); Manuel Aranha (Comércio, Turismo e Fiscalização) , Rui Loza (Urbanismo) e Ricardo Valente (eleito pelo PSD, tem o pelouro da Economia).

Sem pelouro ficam os três vereadores do PS, Manuel Pizarro, Manuel Correia Fernandes e Carla Miranda, dois dos vereadores eleitos pelo PSD (Amorim Pereira e Ricardo Almeida) e o vereador eleito pela CDU (Pedro Carvalho).

O PS anunciou hoje que Manuel Pizarro e Correia Fernandes entregaram os pelouros, justificando tratar-se de um "imperativo ético", em face "da decisão de Rui Moreira [de rejeitar o apoio do PS à sua recandidatura] e da natural decisão do PS de apresentar uma candidatura própria às eleições autárquicas".

Em comunicado, o PS diz que Pizarro, Correia Fernandes e Carla Miranda "exercerão até ao fim do mandato o cargo para o qual foram eleitos, sempre com a mesma postura construtiva que até agora revelaram".

Manuel Pizarro anunciou no sábado que é o candidato socialista à Câmara do Porto.
A decisão do PS de avançar com um candidato próprio à Câmara do Porto surgiu um dia após o movimento independente de Rui Moreira - Porto, O Nosso Partido ter anunciado que prescindia do apoio dos socialistas à recandidatura do autarca.

Com Lusa

  • "O que é isto, mamã?"
    36:23
  • O ensino à distância em Portugal
    4:12

    País

    Em Portugal, o ensino básico e secundário à distância já conta com 300 alunos e com a preciosa ajuda das novas tecnologias. É através do computador que a escola viaja e acompanha os alunos, alguns com doenças que não os permitem ir às aulas, outros que são atletas de alta competição e que têm a maior parte do tempo ocupado por treinos ou ainda os que fazem parte de famílias itenerantes, como é o caso dos que vivem no circo e andam de terra em terra.

  • Aprender a jogar badminton ao ritmo do samba
    2:54

    Mundo

    No Brasil, a correspondente da SIC foi conhecer um projeto social no Rio de Janeiro que mistura samba e desporto. Um desporto que ainda é pouco praticado mas que tem sido fundamental para transformar a vida de jovens das favelas e para descobrir novos talentos do badminton brasileiro.

    Correspondente SIC