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Ramalho Eanes para Medina: "não me lixe e faça um bom trabalho"

O candidato socialista à presidência da Câmara de Lisboa vai contar com o apoio do Livre e dos movimentos independentes Cidadãos por Lisboa e Lisboa é Muita Gente, segundo o cartaz da candidatura, denominada "Lisboa precisa de todos". Ramalho Eanes foi uma das figuras presentes, esta segunda-feira, na apresentação da candidatura, e Medina chegou até a lembrar uma conversa que teve com o general, que lhe disse: "Nós na tropa tínhamos duas formas de dizer as coisas: a forma simples e à bruta. Vou dizer isto à bruta: não me lixe e faça um bom trabalho".

Fernando Medina, que é presidente da Câmara de Lisboa desde 6 de abril 2015 - data em que substituiu nestas funções o atual primeiro-ministro e líder socialista, António Costa - apresentou esta segunda-feira a sua candidatura perante militantes e simpatizantes no recentemente reabilitado Palácio Galveias, em Lisboa.

O PS tem vindo a contar, desde 2009, com o apoio dos movimentos independentes Cidadãos por Lisboa (liderado por Helena Roseta) e Lisboa é Muita Gente (encabeçado por José Sá Fernandes), mas estes acordos ainda não estavam confirmados para as próximas eleições autárquicas.

No encontro, marcaram presença, além de Helena Roseta e de José Sá Fernandes, o líder do Livre, Rui Tavares.

Intervindo na apresentação, Fernando Medina anunciou que a comissão de honra da candidatura "Lisboa precisa de todos" é presidida pelo fadista Carlos do Carmo, enquanto a fadista Mariza foi eleita como mandatária.

Falando sobre Carlos do Carmo, o autarca assinalou que, ao longo dos anos, contou com a "sua amizade e com o seu empenho sempre crítico sobre a sua cidade, a sua cidade de Lisboa".

Já referindo-se a Mariza, considerou ser "alguém que representa muito da cidade".

"Chegou aqui pequena [...] e hoje é um dos principais rostos da cultura portuguesa e uma das principais embaixadoras do fado", precisou.

No início da sua intervenção, Fernando Medina afirmou ser com "um enorme orgulho" que se lança "nesta aventura" e evocou o legado deixado por António Costa.

"Hoje, depois de dois anos e meio a ocupar a posição de presidente da Câmara, a minha admiração pelo António aumentou muito. Sei o quão extraordinário presidente ele foi e o quão extraordinário foi o legado que ele nos deixou", afirmou.

Já apontando que recebeu congratulações de personalidades que não conseguiram estar presentes, o autarca disse que a presença do general Ramalho Eanes "sintetiza o apoio dos que não estão".

E confidenciou uma conversa anterior tida com Ramalho Eanes, na qual o general lhe disse: "Nós na tropa tínhamos duas formas de dizer as coisas: a forma simples e à bruta. Vou dizer isto à bruta: não me lixe e faça um bom trabalho".

Nas próximas eleições autárquicas, marcadas para 01 de outubro, concorrem também à presidência da Câmara de Lisboa Assunção Cristas (líder do CDS-PP), João Ferreira (CDU), Ricardo Robles (BE) e Teresa Leal Coelho (PSD).

Pelo PAN e pelo partido Nós, Cidadãos! as candidatas são, respetivamente, Inês Sousa Real e Joana Amaral Dias.

Lusa

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