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Avião desaparecido no Mediterrâneo

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Avião da EgyptAir não tinha problemas técnicos ao sair de Paris

O avião da EgyptAir, que se despenhou no Mediterrâneo na quinta-feira, não apresentava qualquer problema técnico, quando saiu de Paris para o Cairo, indicam documentos hoje publicados pelo diário estatal egípcio Al Ahram.

© Christian Hartmann / Reuters

No primeiro documento, assinado pelo comandante do avião, Mohamed Shuqeir, às 20:30 TMG (21:30 em Lisboa), antes de sair do aeroporto Charles de Gaulle, declara-se que "a situação técnica da aeronave é normal e não há observações".

Shuqeir não registou qualquer anomalia no voo anterior, do Cairo para Paris.

O engenheiro técnico da Egyptair, que inspecionou o aparelho no aeroporto francês, também não detetou qualquer problema, tendo assinado o documento denominado 'aircraft technical log", rubricado em seguida por Shuqeir.

O Al Ahram conseguiu ainda uma cópia de um documento original sobre o número total de mensagens emitidas pelo avião, desde que ligou os motores no aeroporto parisiense.

A primeira de oito mensagens foi enviada quando o aparelho se preparava para levantar voo, às 21:13 TMG de 18 de maio, a indicar que os motores funcionavam sem problemas.

O voo decorreu normalmente até às 00:26 TMG de 19 de maio, quando foi emitido um alerta sobre uma alteração de temperatura na janela direita da cabina de comando, do lado do copiloto.

De acordo com os documentos divulgados pelo jornal, o envio de mensagens continuou durante três minutos, parou de repente e o avião desapareceu dos radares.

No sábado, os investigadores franceses confirmaram que o avião da companhia egípcia tinha emitido um alerta sobre sinais de presença de fumo no interior antes da queda no Mediterrâneo, na qual morreram 66 pessoas, entre passageiros e tripulantes.

Na terça-feira, fontes do serviço de medicina forense egípcio disseram à agência noticiosa espanhola EFE que os restos humanos encontrados são muito pequenos, sublinhando não ser possível confirmar a ocorrência de uma explosão no aparelho.

Nenhum grupo terrorista reivindicou responsabilidade pela queda do 'Airbus A-320', que desapareceu dos radares quando já tinha percorrido entre dez a 15 milhas no espaço aéreo egípcio, perdendo altitude a grande velocidade.

Lusa