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Avião desaparecido no Mediterrâneo

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EgyptAir começa a indemnizar famílias das vítimas do acidente no Mediterrâneo

As famílias das 66 vítimas mortais do acidente que envolveu um avião da companhia aérea egípcia EgyptAir em maio no mar Mediterrâneo vão começar a ser indemnizadas, divulgou hoje o presidente da transportadora aérea, Safwat Mussallam.

© Mohamed Abd El Ghany / Reuter

Em declarações à agência noticiosa francesa AFP, Safwat Mussallam referiu que cada família vai receber uma indemnização inicial de 25 mil dólares (cerca de 22 mil euros).

Esta verba não vai interferir com as compensações financeiras que serão posteriormente pagas pelas seguradoras, em função dos diferentes atores implicados no desastre que ainda estão por determinar.

A investigação ao acidente ainda prossegue e as causas do desastre permanecem desconhecidas.

O voo MS804 da EgyptAir, que ligava Paris ao Cairo, despenhou-se a 19 de maio entre a ilha grega de Creta e a costa norte do Egito, no Mediterrâneo, após ter subitamente desaparecido dos ecrãs radar. Estavam 66 pessoas a bordo, incluindo um cidadão português de 62 anos que trabalhava em Joanesburgo, na África do Sul.

Safwat Mussallam explicou que o pagamento da indemnização preliminar será feito "após a emissão das certidões de óbito e das declarações de sucessão para cada família".

"As certidões de óbito estarão prontas esta semana, antes de quinta-feira, para os egípcios e para os estrangeiros", precisou o presidente da EgyptAir.

Entre os passageiros e os tripulantes do voo MS804 constavam várias nacionalidades. A grande parte eram cidadãos egípcios e franceses, mas também existiam pessoas do Canadá, Argélia, Bélgica, Reino Unido, Chade, Arábia Saudita e do Sudão.

A comissão de inquérito egípcia anunciou no domingo que começou a examinar as duas "caixas negras" do aparelho (um Airbus A320), encontradas na semana passada, com a recuperação dos cartões de memória.

Estes cartões de memória vão ser submetidos a "testes eletrónicos", um processo que serve para verificar o estado de funcionamento dos dispositivos e para prosseguir "para a fase de recuperação de dados".

Os investigadores egípcios contam com a colaboração de peritos franceses do Gabinete de investigações e análises (BEA) da aviação civil e do fabricante europeu Airbus, bem como de um representante da agência de segurança de transportes norte-americana (NTSB, na sigla em inglês) e de um perito destacado por um fabricante norte-americano de "caixas negras".

Os motores do aparelho da EgyptAir foram construídos por um consórcio que integra uma companhia norte-americana.

Lusa

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