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CDS/PP-Madeira discorda da posição do partido nacional e "não votaria contra"

O CDS/PP-Madeira, a principal força política da oposição regional, afirmou hoje discordar da posição da bancada do partido na Assembleia da República, declarando que "não votaria contra a solução" do PS para a situação do Banif.

Cecília Meireles, deputada do CDS-PP

Cecília Meireles, deputada do CDS-PP

TIAGO PETINGA/ LUSA

"O CDS-PP Madeira entende que o essencial é proteger a economia da Região, através da salvaguarda dos depósitos dos madeirenses e dos porto-santenses, dos emigrantes espalhados pelo mundo, e das linhas de crédito do sector público e privado da Região e nesse sentido, não votaria contra a solução apresentada pelo PS", diz a estrutura regional centrista insular em comunicado enviado à agência Lusa, assinado pelo novo presidente, António Lopes da Fonseca.

No mesmo documento, os centristas madeirenses afirmam que "a solução para o Banif levanta muitas dúvidas, mas o CDS-PP Madeira não a inviabilizaria, pensando em primeiro lugar na economia da Região".

No entender dos responsáveis do CDS/PP-M deste arquipélago, "os contornos da venda do Banif não estão suficientemente esclarecidos, sabendo-se apenas que, mais uma vez, serão os contribuintes portugueses, inclusive os madeirenses e porto-santenses, a pagar para acudir ao sistema bancário, desta vez pela mão do PS.".

Para o CDS/PP-M, "o Orçamento Retificativo apresentado pelo PS, que comporta a solução para o banco, levanta muitas dúvidas mas confirma diversas suspeições".

No seu entender, confirma "a insustentabilidade da coligação governativa, já que, à primeira dificuldade, o PCP e o Bloco de Esquerda (incluindo, com alguma surpresa, o deputado eleito pelo BE Madeira) abandonaram o executivo de António Costa, votando contra a solução por este apresentada".

Também aponta questões como "a fuga de informação que originou a queda final do banco através de uma inusitada corrida aos depósitos que está por explicar", considerando que o mesmo acontece com "a forma que se faz a repartição entre o público e o privado" e quais foram as "outras alternativas descartadas pelo Governo do PS e o que levou ao caminho escolhido".

O CDS/PP-M defende ainda "a necessidade de uma comissão parlamentar urgente, na Assembleia da República, para que se esclareçam todos os contornos deste processo".

O parlamento aprovou hoje em votação final global o Orçamento Retificativo de 2015 apresentado devido à resolução do Banif, com os votos favoráveis do PS, a abstenção do PSD e os votos contra do BE, PCP, CDS-PP, PEV e PAN.

No PSD, contudo, os três deputados eleitos pela Madeira - Sara Madruga, Rubina Berardo e Paulo Neves - votaram favoravelmente o texto.

A discussão e votação do retificativo foi agendada depois do anúncio no domingo pelo Governo e o Banco de Portugal da venda do Banif ao Banco Santander Totta.

A venda deu-se por um valor de 150 milhões de euros, no âmbito da medida de resolução aplicada ao banco cuja maioria do capital pertencia ao Estado português, de forma a impedir a sua liquidação, numa operação que envolve um apoio público estimado em 2.255 milhões dez euros.

Lusa

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