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Termos do pré-acordo de venda e capitalização da Açoreana acordados com Apollo

A Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões (ASF) anunciou hoje que foram estabelecidos os termos de um pré-acordo de venda e capitalização da Açoreana Seguros, originalmente do Banif, à Apollo Global Management.

© Rafael Marchante / Reuters (Arquivo)

"A Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões (ASF) informa que foram estabelecidos entre a Apollo Global Management e os acionistas da Açoreana Seguros, S.A., os termos de um pré-acordo de venda e capitalização da Açoreana Seguros, S.A", lê-se num comunicado emitido pela entidade.

Em janeiro, a Apollo foi selecionada para iniciar negociações exclusivas para a compra da Açoreana, deixando de fora as outras duas concorrentes (Caravela e a Allianz), num processo de venda que está a ser conduzido pelo Citi, debaixo da égide da ASF.

Segundo noticiou o Diário Económico, o objetivo final da Apollo é integrar a Açoreana na Tranquilidade, mantendo a marca da companhia fundada em 1892.

A proposta da Apollo não exclui rescisões, no processo de fusão, mas defende que a terem lugar será no âmbito de uma estratégia que se assume como de valorização da companhia e não da sua destruição.

A 29 de janeiro, o ministro das Finanças, Mário Centeno, afirmou que o processo de venda da companhia de seguros Açoreana estava em fase de conclusão e que previa a manutenção dos cerca de 700 postos de trabalho.

"O processo de venda da Açoreana está praticamente concluído. Há duas propostas em cima da mesa e a proposta que está a ser negociada, do ponto de vista da manutenção dos postos de trabalho, não tem prevista nenhuma perda de emprego", disse o ministro das Finanças na ocasião, no parlamento.

Segundo o relatório de contas de 2014 da seguradora, divulgado a 31 de dezembro, a Açoreana arrisca perder 40 milhões de euros que tinha investido em ações do Banif no âmbito da medida de resolução aplicada ao banco e que afetou os acionistas da instituição.

Em 31 de dezembro do ano passado, a Açoreana tinha 7.173.244.609 ações (mais de sete mil milhões de títulos) do Banif, ao preço médio de aquisição de 0,01 euros (um cêntimo), pelo que o valor total ascendia a 71,7 milhões de euros. Esta participação no capital do banco estava, contudo, registada no balanço por um valor inferior ao da aquisição, de 40,887 milhões de euros.

A 20 de dezembro, um domingo ao final da noite, o Governo e o Banco de Portugal anunciaram a resolução do Banif, com a venda de parte da atividade bancária ao Santander Totta, por 150 milhões de euros, e a transferência de outros ativos - incluindo 'tóxicos' - para a nova sociedade veículo Naviget. É nesta nova empresa que fica a Açoreana.

A Açoreana teve no primeiro semestre prejuízos de 1,5 milhões de euros (melhor do que os 3,7 milhões de prejuízo de período homólogo de 2014) e era considerada pelo Banif uma "unidade operacional descontinuada", estando para venda.

Lusa

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