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Rui Rio diz que solução imposta por Bruxelas prejudica contribuintes

Rui Rio diz que solução imposta por Bruxelas prejudica contribuintes

Rui Rio diz que a solução imposta por Bruxelas no caso Banif é inadmissível. Durante uma palestra na Universidade do Minho, o ex-autarca do Porto diz que a decisão de ter apenas um concorrente, como no caso do banco Santander, prejudicou o país e os contribuintes.

Para o ex-presidente do PSD, é "absolutamente nuclear" perceber se as contas apresentadas pelo Banif correspondem à realidade e, caso sejam "fraudulentas", pedir responsabilidades a quem tinha a "responsabilidade de fiscalizar" aqueles números, o Banco de Portugal.

"Choca-me muito o que se passou com o Banif", começou por afirmar Rui Rio, que comentou depois a comissão parlamentar de inquérito ao processo de venda do banco madeirense.

"A comissão de inquérito parlamentar ao Banif não é tão isenta como foi a do Banco Espirito Santo. Já se vai notando a intenção de uma ala culpar a outra. A do BES era claramente mais isenta e isso é sempre mau", considerou.

Sobre o Banif, Rui Rio considerou importante perceber a veracidade das contas do banco apresentadas porque em "termos contabilísticos" o banco tinha um "valor de referência de 675 milhões o que não tem nada a ver com menos três mil milhões, que foi o que acabou por custar".

"É absolutamente nuclear perceber, eu não consegui perceber, se estas contas correspondem à realidade ou se não correspondem à realidade. Se não correspondem, se o Banif, empresa cotada, punha contas completamente fraudulentas, bom, então temos que pedir responsabilidades a quem certificou as contas, a quem auditou as contas, e ao Banco de Portugal que tinha no Banif um escritório instalado", disse.

Alias, o ex-autarca aponta principais responsabilidades à instituição liderada por Carlos Costa.

"Tinha o Banco de Portugal uma equipa no Banif, em pleno, sentada, que via operação a operação e acompanhava o mais ínfimo custo do próprio banco. Se os 675 milhões nada dizem e as contas estão maquilhadas e o ativo daquele banco, que tinha um valor de 12 mil milhões ou coisa assim, verdadeiramente era só 4 mil milhões porque as contas estavam empoladas, temos que pedir sérias responsabilidades a quem tem a responsabilidade por essas contas e eu ponho a administração do Banif em último lugar. Também ponho, mas ponho em quem tinha a responsabilidade de fiscalizar", considerou.

Com Lusa

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