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Nos bastidores de "Mar Salgado"

FOTORREPORTAGEM

Em dois dias acompanhámos as várias equipas que, desde setembro do ano passado até ao mesmo mês deste ano, fizeram tudo para que o "Mar Salgado", exibido em horário nobre na SIC, chegasse a sua casa da forma mais credível e real possível. A reportagem está dividida em três galerias de fotografias e este artigo. E foram onze as áreas que conhecemos: argumento, realização, produção, continuidade, iluminação, áudio, pós-produção, cenografia, adereços, guarda-roupa e caracterização.

Cristiana Reis/SIC

Optámos por deixar de fora desta reportagem os atores. Porque são aqueles cujo trabalho é mais visível e cujos métodos já foram abordados muitas vezes, noutros contextos. Concentrámo-nos, então, em quem está atrás das câmaras: atrás de papéis, telefones, ecrãs ou botões.

A novela foi produzida pela SP Televisão, pelo que este trabalho foi realizado nas suas instalações no Cacém. Desde o momento em que tivemos contacto com a primeira equipa percebemos que havia disponibilidade total e orgulho de cada um em mostrar como passam os dias na produtora.

A primeira equipa que nos recebeu foi a do guarda-roupa. Uma divisão cheia de cabides com roupas, sapatos, caixas e pastas de arquivo, mas muito organizada. Cada personagem de cada produção tem espaços devidamente identificados com o que lhe pertence. Perante um cenário assim, surgiu a questão: o que acontece a todos os objetos assim que uma produção termina? "Podem ser usados noutras produções ou podem ser vendidos", explicaram-nos Elisabete Guerreiro, assistente de figurinista, e Susana Roldão, do gabinete de comunicação. Foi o que aconteceu em 2013, quando a novela "Dancin' Days" chegou ao fim, contaram-nos.

De seguida, dirigimo-nos à caracterização onde os atores e as atrizes de "Mar Salgado" estavam a ser preparados. E nesta área encontrámos profissionais como cabeleireiros, maquilhadores e esteticistas. E aqui os atores têm vantagens em relação às atrizes: podem entrar mais tarde, porque demoram menos tempo a arranjar-se.

Latas de conserva, matrículas, anúncios, cachecóis, jornais, telemóveis. Foram imensos os objetos que encontramos nos adereços. Afinal, ao contrário do que normalmente se pensa, adereços não são pulseiras ou anéis. São aquilo que os atores manipulam quando estão em cena.

Dirigimo-nos a uma zona de escritórios, onde encontrámos João Santos, da Planificação. Estava rodeado de papéis, de pastas de arquivo, de folhas que são mapas. Mapas para se guiar para poder guiar, justamente, a vida de quem está no "plateau". Tem acesso às disponibilidades de todos os atores que, para além da novela, podem estar a fazer teatro, ter aulas ou exames médicos para fazer. João Santos concilia tudo e certifica-se que é possível que o ator "A" grave com "B" no dia "X" às tantas horas.

Descemos até aos estúdios e foi lá que Nelson Lopes nos falou da iluminação. Enquanto acompanhámos um pouco das gravações de "Mar Salgado" observámos que tratar da luz da novela significa, também, fazer magia: na casa de Sebastião Cardoso (personagem interpretado por Ricardo Carriço) havia uma janela por onde entrava um raio de sol. Como o cenário estava no interior do estúdio e, portanto, não era luz natural, o ambiente era criado através de uma lâmpada forte que entrava pela janela em conjunto com uma máquina de fumos.

Realização, assistente de realização, anotadores e direção de atores: todos têm de ler o guião compulsivamente de modo a saberem tudo. Apoiam os atores com o texto e ajudam-nos na construção de personagens. É importante que todos estejam atentos para que ninguém perca o "fio à meada", porque as cenas não são gravadas por ordem cronológica,

Por último, resta falar de um mundo dentro do mundo: o armazém de objetos da SP Televisão. Um espaço enorme, com um sem fim de prateleiras onde podemos encontrar tudo e mais alguma coisa: sofás, mesas, espadas, malas, instrumentos musicais, computadores, jogos infantis, cristais, e até uma paragem de autocarro dos anos 80 ou um marco do correio.

Destes dois dias tirámos uma única conclusão: uma produção como uma novela só funciona com trabalho em equipa e muita comunicação. E trabalhar numa produção da envergadura de uma novela de horário nobre é, muitas vezes, não ter horários, abdicar de folgas e de fins de semana. Tudo para que o produto final tenha o menor número de erros possíveis e seja tão natural quanto a vida real.

Cristiana Reis, SIC

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