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Recruta do Boko Haram diz que líder ordenou morte de mulheres em Gwoza

Um homem forçado a lutar nas fileiras do movimento extremista Boko Haram disse hoje que o líder Abubakar Shekau ordenou diretamente a morte de mulheres na cidade de Gwoza, no nordeste da Nigéria. 

"Os corpos foram encontrados espalhados por baixo de uma ponte" à saída da cidade de Damasak, próxima da fronteira com o Níger, disse o coronel, que visitou o local, descoberto por soldados chadianos. (Arquivo)

"Os corpos foram encontrados espalhados por baixo de uma ponte" à saída da cidade de Damasak, próxima da fronteira com o Níger, disse o coronel, que visitou o local, descoberto por soldados chadianos. (Arquivo)

© Stringer . / Reuters

Usman Ali disse, citado por agências internacionais, ter testemunhado as mortes na cidade, que Shekau tinha proclamado ser parte de um califado no ano passado e que é considerada o bastião dos fundamentalistas islâmicos.  

Um outro homem, Haruna Abubakar, residente da zona, também confirmou o massacre no estado de Borno, mas nenhum dos dois sabe quantas mulheres foram mortas.  

O exército nigeriano afirmou hoje ter recuperado Gwoza, o último êxito da ofensiva regional contra o Boko Haram, que envolve o Chade, Niger e Camarões.  

À medida que a coligação militar ganha terreno, aumentam testemunhos de crimes perpetrados pelo Boko Haram.  

No início deste mês, residentes que fugiram da localidade de Bama, também no estado de Borno, afirmaram que dezenas de mulheres obrigadas a casar com militantes do Boko Haram foram mortas. 

Ali, um agricultor de 35 anos, afirmou que os rebeldes chegaram à aldeia de Kilekasa, a 55 quilómetros de Gwoza e a cerca de 15 quilómetros de Chibok, em 13 de março.  

Todos os homens capazes de lutar receberam armas. "Não tivemos escolha", disse à agência noticiosa francesa AFP, acrescentando que um homem tentou fugir e foi executado à frente de todos. 

"A 15 de março, Shekau reuniu todos os homens, incluindo os novos recrutas e disse que devíamos voltar a Gwoza e matar todas as mulheres que ficaram para trás", disse.  

"Levaram-nos para Gwoza onde assistimos ao massacre", acrescentou.  

Sobre os rumores de que as 219 raparigas raptadas pelo Boko Haram de uma escola de Chibok, em abril passado, se encontram em Gwoza, os dois homens disseram que não as viram.  

Ali fugiu para Yola, capital do estado vizinho de Adamawa. "Não sei o que aconteceu às pessoas da aldeia. Quando fomos para Gwoza não encontrámos qualquer sinal das raparigas de Chibok. Devem ter sido levadas para outro local", disse. 

Lusa
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