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Brexit / Eleições no Reino Unido

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Governo português condena "brutal assassinato" da deputada Jo Cox

O ministro dos Negócios Estrangeiros Augusto Santos Silva condenou hoje em declarações à Lusa, em nome do Governo, o "brutal assassinato" da deputada britânica Jo Cox, e referiu-se a "um dia muito triste" para Portugal.

ETIENNE LAURENT/POOL

"Queria lamentar em nome do Governo e em meu próprio nome o brutal assassinato da deputada inglesa Jo Cox e acrescentar a solidariedade ao parlamento britânico e ao povo britânico e também ao Partido Trabalhista de que era membro", referiu numa declaração por telefone.

"É um incidente absolutamente lamentável e condenável, visto que o debate político democrático é um debate pacífico por natureza e a senhora deputada estava a cumprir não só o direto como o dever de defender as suas ideais e informar os seus constituintes", acrescentou.

"É um dia muito triste também para Portugal, que é um país amigo e aliado do Reino Unido há muitos séculos", frisou ainda o chefe da diplomacia portuguesa.

Numa referência à decisão do Governo britânico em colocar a bandeira nacional a meia haste em todos os ministérios, e ao anúncio da suspensão total da campanha sobre o 'Brexit' no dia de hoje, Augusto Santos Silva considerou as medidas "absolutamente compreensíveis".

E acrescentou: "É uma prática que só honra ambas as campanhas, suspender as suas atividades nestas condições tão dramáticas. Mas a deputada que caiu hoje é uma deputada que enobrece a tradição parlamentar britânica e isso torna ainda mais condenável o brutal ataque de que foi vítima".

A deputada trabalhista britânica Jo Cox, 41 anos, não resistiu aos ferimentos após ter sido hoje atingida a tiro e apunhalada em plena rua na cidade de Birstall, norte de Inglaterra, por um homem de 52 anos que foi detido.

A morte de Cox motivou a suspensão de todos os atos de campanha que estavam previstos para hoje, enquanto o primeiro-ministro conservador David Cameron anulou a sua participação num comício em Gibraltar para defender a opção da permanência e evitar o designado 'Brexit'.

Lusa

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