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Cameron e Osborne alertam para risco da saída e lembram que não há volta atrás

O primeiro-ministro britânico, David Cameron, e o titular das Finanças, George Osborne, intensificaram as suas advertências contra o voto pelo Brexit, à aproximação do referendo europeu, marcado para quinta-feira, em declarações publicadas hoje por vários jornais ingleses.

© POOL New / Reuters

Abandonar o bloco comum porá em risco a prosperidade do Reino Unido, é o argumento usado por ambos os políticos, quando faltam apenas quatro dias para o referendo de dia 23, em que os cidadãos decidem sobre a continuidade britânica no grupo dos "28".

As campanhas para o referendo, a favor e contra a saída do Reino Unido da União Europeia, recomeçam hoje, depois de terem sido suspensas após o assassínio, na passada quinta-feira, da deputada trabalhista pró-europeia Jo Cox, de 41 anos, que foi baleada por um homem com alegados problemas mentais e ligações à extrema-direita.

Após o trágico acontecimento, que deixou o Reino Unido em choque, Osborne disse ao tabloide Mail On Sunday estar confiante de que o que resta do debate possa ser feito "num tom menos divisório".

"Tenhamos menos retóricas incendiárias e discursos sem fundamento, e mais factos e argumentos sustentados", pediu o ministro.

Por seu lado, em declarações divulgadas hoje pelo Sunday Telegraph, Cameron alertou que o país enfrenta uma "opção existencial" sem "volta atrás" no próximo dia 23.

Segundo o primeiro-ministro britânico, a economia será abalada se triunfar o Brexit e o comércio e o investimento vão ressentir-se.

Além disso, abandonar a UE colocará o país numa "provável recessão" que deixará o Reino Unido "mais pobre de forma permanente".

"Se não estão seguros, não assumam o risco de sair. Se não conhecem, não vão. Se avançarmos e rapidamente nos dermos conta de que foi um grande erro, não poderemos mudar de ideia e ter outra oportunidade", alertou.

Num outro artigo separado publicado no Sunday Times, Cameron criticou o ministro da Justiça, Michael Gove, e o ex-prefeito de Londres Boris Johnson - ambos apoiantes do Brexit na campanha -, por incentivar os eleitores a rejeitar os conselhos dos peritos económicos, como os do Fundo Monetário Internacional (FMI), sobre as consequências da saída da UE.

Lusa

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