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Brexit / Eleições no Reino Unido

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Matteo Renzi lamenta e defende Europa "mais justa e humana"

O primeiro-ministro italiano, Matteo Renzi, lamentou hoje o resultado do Brexit, defendendo que a Europa "é o futuro", apelando à construção de uma União Europeia (UE) "mais humana e mais justa".

© Tony Gentile / Reuters

"Devemos mudar a Europa para a tornar mais humana e mais justa. Mas, a Europa é a nossa casa, é o nosso futuro", disse Renzi numa mensagem escrita na rede social Twitter.

O primeiro-ministro italiano escreveu estas palavras momentos depois de uma reunião de urgência do Governo em Roma para avaliar as consequências dos resultados do referendo no Reino Unido.

No encontro participaram além de Renzi, o ministro da Economia, Pier Carlo Padoan, dos Negócios Estrangeiros, Paolo Gentiloni, e do Desenvolvimento Económico, Carlo Calenda.

Por seu turno, o ministro dos Negócios Estrangeiros criticou a decisão britânica depois da reunião e salientou que "o que aconteceu deve servir para que a União Europeia desperte".

"Encontramo-nos perante um momento difícil para a Europa. Apesar de as consequências da decisão terem de ser negociadas, não podemos ignorar as dificuldades do momento", considerou.

A presidente da Câmara dos Deputados, Laura Boldrini, lamentou numa mensagem escrita aos meios de comunicação social a saída do Reino Unido da União Europeia e assegurou que "agora abre-se um largo e complexo período de negociações para definir a forma do abandono britânico".

"O referendo britânico pode ser uma oportunidade para relançar a construção europeia e fazer com que a União Europeia fique politicamente unida e mais forte", disse.

Os eleitores britânicos decidiram que o Reino Unido vai sair da União Europeia, depois de o Brexit ter conquistado 51,9% dos votos no referendo de quinta-feira, cuja taxa de participação foi de 72,2%.

O primeiro-ministro britânico, David Cameron, anunciou já a intenção de se demitir em outubro, na sequência deste resultado,

As principais bolsas europeias abriram hoje em forte queda, com a bolsa de Londres a descer perto dos 8%.


Lusa

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