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O impacto do Brexit nas ligas europeias de futebol

Com o resultado do referendo no Reino Unido, que concede um prazo de dois anos até à saída da UE, são ainda muitas as incertezas quanto ao que poderá acontecer e estas estendem-se também ao mundo de desporto e, em particular, às ligas europeias. O internacional galês Gareth Bale deverá ter que ocupar uma vaga de extracomunitário no Real Madrid. E os clubes ingleses Ingleses podem ser impedidos de contratar talentos como Ronaldo, Henry ou Martial.

Gareth Bale na seleção do País de Gales

Gareth Bale na seleção do País de Gales

Reuters

Desde a sentença do caso Bosman, os jogadores comunitários deixaram de ocupar o lugar de estrangeiros nas Ligas, quando, a 15 de dezembro de 1995, o tribunal da União Europeia declarou ilegais as quotas para jogadores do espaço comum.

A decisão abriu a porta a inúmeras transferências nas ligas europeias, nas quais o limite de estrangeiros era de três jogadores por plantel.

Os futebolistas escoceses, galeses, ingleses e norte-irlandeses, dos países do Reino Unido, enfrentam agora a incerteza de qual será a sua condição nas ligas em que competem fora da Grã-Bretanha, mas o mesmo acontece para a Premier League.

A Liga inglesa, considerada uma das melhores do mundo, poderá ver afetada a chegada de jogadores do resto da Europa.

Mais de 300 jogadores em causa nos campeonatos britânicos

Uma revolução nas regras vai barrar a entrada de jogadores talentosos como o avançado do Manchester United Anthony Martial e o médio do campeão inglês Leicester City N'Golo Kante. Um dos critérios para o Ministério da Administração Interna aprovar o visto de trabalho que permita a contratação por um clube da Primeira Liga é um mínimo de número de jogos internacionais e ambos os franceses, tal como o compatriota Dimitri Payet, não preenchiam no ano passado essa condição.

Tal teria sido também o caso de Cristiano Ronaldo, que quando assinou pelo Manchester United em 2003, com apenas 18 anos, mal tinha começado a carreira pela seleção sénior das quinas, ou Therry Henry em 1999.

Atualmente, a liberdade de movimento dos trabalhadores no espaço europeu aplica-se ao desporto e qualquer profissional de um país da UE pode trabalhar sem necessidade de burocracias complicadas no Reino Unido, mas uma alteração das regras poderá afetar dezenas de equipas e futebolistas.

De acordo com uma análise feita pela BBC às equipas da primeira, segundas e terceiras divisões dos campeonatos inglês e escocês, 332 jogadores seriam afetados.

Mais de uma centena de clubes da Primeira Liga inglesa, com destaque para o Aston Villa, Newcastle United e Watford, perderiam 11 dos seus jogadores.

Na segunda divisão inglesa, só 23 dos 180 jogadores europeus teriam argumentos para conseguir um visto de trabalho, o que poderia afetar equipas como a do Charlton Athletic, que assim poderia ficar sem 13 futebolistas.

No futebol escocês, a situação seria ainda mais grave, pois nenhum dos 162 jogadores europeus tem carreira internacional que justifique um visto de trabalho para estrangeiros.

As regras atuais

As regras atuais são as seguintes: um jogador de um dos países entre os dez primeiros do ranking mundial precisa de ter jogador 30% dos jogos competitivos da seleção nacional nos últimos dois anos e 45% para os países entre o 11.º e o 20.º lugares do ranking.

A percentagem continua a aumentar, para 60% para países nos 10 lugares seguintes e para 75% entre o 31º e o 50º lugares.

A maioria dos dirigentes dos clubes e o presidente executivo da Primeira Liga, Richard Scudamore, manifestaram-se publicamente pela permanência britânica na União Europeia.

Ainda que as 55 federações membro da UEFA não sejam todas da União Europeia, Londres foi eleita a sede da final do próximo Europeu de futebol, em 2020, que será, de forma inédita, distribuido por 13 cidades europeias.

Outro aspeto que poderá ter alterações tem a ver com as contratações de jogadores jovens, que efetuam parte da sua formação em clubes ingleses, e tendo em conta, que segundo a FIFA só é permitido transferir menores (maiores de 16 anos) no espaço da UE.

Com Lusa

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