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Saída do Reino Unido da UE sem impacto na estratégia da easyJet

A companhia aérea de baixo custo britânica easyJet considerou hoje que a saída do Reino Unido da União Europeia (UE) decidida em referendo não terá impacto material na estratégia ou capacidade da empresa.

© Srdjan Zivulovic / Reuters

"Continuamos confiantes na força do modelo de negócio da easyJet e na nossa capacidade de manter a nossa estratégia de sucesso e o retorno", referiu a presidente executiva da empresa, Carolyn McCall, citada numa nota enviada hoje.

Segundo a responsável, a empresa escreveu hoje ao Governo do Reino Unido e à Comissão Europeia a solicitar "que considerem como prioritária a manutenção do Reino Unido no mercado de aviação único da União Europeia, tendo em conta a sua importância para a economia e consumidores".

A easyJet refere que tem vindo a preparar-se para esta eventualidade e a trabalhar numa diversidade de opções que lhe vai permitir continuar a operar para todos os seus mercados.

O principal enfoque da easyJet será agora o de acelerar as discussões com os governos do Reino Unido, da União Europeia e reguladores, para assegurar que o Reino Unido se mantém no mercado único da aviação da União Europeia.

"Isto irá permitir que as companhias aéreas da União Europeia voem livremente dentro do espaço aéreo do Reino Unido e entre o Reino Unido e a União Europeia; que as companhias aéreas do Reino Unido possam voar livremente pela Europa e irá assegurar que os consumidores continuem a beneficiar de baixas tarifas e que a easyJet, e outras companhias aéreas continuem a operar como operam hoje", lê-se ainda no documento.

A easyJet assegura também que irá continuar a trabalhar em opções alternativas que permitam manter a rede e operação atuais.

Os eleitores britânicos decidiram que o Reino Unido vai sair a União Europeia, depois de o Brexit ter conquistado 51,9% dos votos no referendo de quinta-feira, cuja taxa de participação foi de 72,2%.

O primeiro-ministro britânico, David Cameron, anunciou já a intenção de se demitir em outubro, na sequência deste resultado.

As principais bolsas europeias abriram hoje em forte queda, com a bolsa de Londres a descer perto dos 8%.


Lusa