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BCE junta dezenas de personalidades em Sintra no rescaldo do Brexit

O Banco Central Europeu (BCE) volta a reunir em Sintra, a partir de segunda-feira, algumas das mais influentes personalidades do mundo da política monetária para debater o futuro económico, monetário e financeiro internacional no rescaldo do Brexit.

© Ralph Orlowski / Reuters

O presidente do BCE, Mario Draghi, dará início aos trabalhos na segunda-feira, discursando num jantar de boas-vindas às dezenas de economistas e responsáveis internacionais que participam no ECB Forum on Central Banking.

Dedicado este ano ao "Futuro da arquitetura monetária e financeira internacionais", o Fórum do BCE juntará várias personalidades com responsabilidades políticas poucos dias depois de o Reino Unido ter decidido, na quinta-feira, deixar a União Europeia.

O impacto da decisão dos eleitores britânicos deverá ser o principal tema de discussão no Fórum, depois de na sexta-feira, as principais bolsas europeias terem encerrado em forte queda e o euro e a libra desvalorizarem para mínimos históricos.

No painel de encerramento da conferência, marcado para quarta-feira, estão previstas as intervenções do anterior presidente do BCE, Jean-Claude Trichet, do próprio Mario Draghi, da presidente da Reserva Federal dos Estados Unidos (Fed), Janet Yellen, e do governador do Banco de Inglaterra, Mark Carney.

As expectativas são muitas sobre o que dirão estes responsáveis, depois de Janet Yellen ter mesmo alertado -- poucos dias antes do referendo -- para as "repercussões significativas" do Brexit para a economia norte-americana e global.

O impacto do Brexit na economia global cria também maiores expectativas sobre o discurso do economista-chefe do Fundo Monetário Internacional (FMI), Maurice Obstfeld, principalmente depois de a diretora-geral da instituição sedeada em Washington ter defendido que o Reino Unido e a União Europeia devem trabalhar em conjunto para "garantir uma transição suave" para um novo modelo económico.

Intervêm ainda a vice-presidente do Bundesbank (banco central alemão), Claudia Buch, o governador do Banco central do Chile, Rodrigo Vergara, e o diretor-geral da Autoridade Monetária de Singapura, Ravi Menon.

A participação de vários conselheiros, académicos e responsáveis do BCE, como o ex-governador do Banco de Portugal e atual vice-presidente da instituição de Frankfurt, Vitor Constâncio, é também esperada.

O Fórum mundial ocorre também numa altura em que a taxa de inflação na zona euro permanece em terreno negativo: os dados mais recentes, de maio, apontam para uma taxa de inflação homóloga na zona euro nos -0,1%, o que compara com -0,2% em abril.

No final de 2014 a taxa de inflação da zona euro apresentou valores negativos e, desde então, tem oscilado entre valores negativos e positivos, mas baixos, sem ultrapassar os 0,3% - apesar das políticas "não convencionais" que têm vindo a ser aplicadas pelo BCE, para combater a deflação e estimular a economia.

O BCE tem como mandato uma taxa de inflação da zona euro inferior, mas próxima, dos 2%.

Esta conferência do BCE replica um modelo que a Reserva Federal (Fed) norte-americana realiza desde 1978 numa cidade do Kansas, Jackson Hole, que deu nome ao evento que a Fed promove anualmente. No ano passado, o BCE realizou a sua primeira conferência mundial em Sintra.

Lusa

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