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Coreia do Sul fala em "grande golpe" na defesa da integração económica global

O ministro das Finanças da Coreia do Sul, Yoo Il-ho, afirmou hoje que a saída do Reino Unido da União Europeia ('brexit') é um "grande golpe" para quem acredita nas vantagens da integração da economia global.

Ministro das Finanças da Coreia do Sul, Yoo Il-ho

Ministro das Finanças da Coreia do Sul, Yoo Il-ho

© Kim Hong-Ji / Reuters

"Apesar de respeitarmos a voz dos eleitores do Reino Unido, é um grande golpe para todos os acreditamos que uma economia mundial mais integrada é benéfica", disse Yoo, num discurso durante a abertura da primeira reunião anual do Banco Asiático de Investimento em Infraestruturas (BAII), que hoje decorre em Pequim.

O ministro da Coreia da Sul, a terceira economia da Ásia, sublinhou que a vitória do 'brexit' no referendo britânico de quinta-feira deixou o mundo "atónito" e provocou uma reação "brusca" nos mercados internacionais, gerando mais "incerteza e volatilidade" na economia mundial.

"Acredito, no entanto, que deveríamos usar esta oportunidade para mostrar que podemos cooperar para superar desafios e conseguir uma prosperidade partilhada", afirmou.

Neste contexto, considerou que o BAII deve ser olhado como um exemplo, já que nasceu com a "aspiração partilhada de apoiar o desenvolvimento económico da Ásia", e fez votos de que "possa ajudar nesta nova situação".

O Banco Asiático de Investimento em Infraestruturas BAII é a primeira instituição financeira internacional proposta pela China e conta com 57 países fundadores, entre os quais Portugal.

No início do mês, o presidente do banco, Jin Liquin, anunciou que o BAII vai alargar o número de países membros de 57 para cerca de 100.

Caso se concretize, o BAII ultrapassará o Banco Asiático de Desenvolvimento, criado pelo Japão em 1966, e que conta com 67 membros, 19 dos quais exteriores à região da Ásia-Pacífico.

Com uma participação de cerca de 13 milhões de dólares, Portugal é um dos 57 países fundadores do BAII, que no conjunto integra 14 países da União Europeia.

O Brasil é o nono maior acionista, com uma quota de 3.181 milhões de dólares e o único membro em todo continente americano.

Proposto pelo Presidente chinês, Xi Jinping, em 2013, é visto como uma reação do Governo chinês ao que considera o domínio norte-americano e europeu em instituições globais como o Fundo Monetário Internacional (FMI) e o Banco Mundial.

Entre as grandes economias do planeta, apenas Estados Unidos da América e Japão não fazem parte do BAII.

Com sede em Pequim, o BAII tem um capital inicial de 100.000 milhões de dólares (30,34% pertence à China) e é assumido como o principal instrumento de financiamento da iniciativa chinesa "Uma Faixa e Uma Rota", um gigante plano de infraestruturas, que pretende reativar a antiga Rota da Seda entre a China e a Europa através da Ásia Central, África e Sudeste Asiático.

Lusa