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Londres tem que definir posição "o mais rapidamente possível", diz Juncker

O presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, sublinhou hoje que o pedido formal britânico para sair da União Europeia deve ser feito "o mais rapidamente possível".

Presidente da Comissão Europeia Jean-Claude Juncker com o líder do partido britânico Ukip Nigel Farage na sessão plenária do Parlamento Europeu a 28 de junho 2016.

Presidente da Comissão Europeia Jean-Claude Juncker com o líder do partido britânico Ukip Nigel Farage na sessão plenária do Parlamento Europeu a 28 de junho 2016.

© Eric Vidal / Reuters

"Quero que o Reino Unido clarifique a sua posição o mais rapidamente possível", e "sem haver notificação da parte do Reino Unido não haverá negociações", foram as frase que Juncker mais repetiu na intervenção no Parlamento Europeu (PE), que hoje se reuniu para debater o resultado do referendo britânico que,na quinta-feira, ditou o Brexit (saída da UE).

"Houve decisão, tem que haver consequências", disse.

O líder do executivo comunitário referiu ainda ser "preciso que os britânicos levem a sério o seu próprio voto, é preciso que o Reino Unido leve a sério o que o seu povo disse, em vez de começar com jogos sombrios".

Sobre a decisão do primeiro-ministro britânico demissionário, David Cameron, de deixar nas mãos do seu sucessor o início do processo de saída da UE, Juncker foi claro: "sou contra que agora se procure distinguir este Governo britânico do próximo, isto não acontecerá".

"Proibi os comissários e os diretores-gerais de discutirem com representantes britânicos qualquer negociação, dei ordem para que não haja negociações de corredor" até ser acionado, por Londres, o artigo 50.º do Tratado de Lisboa, que prevê o abandono do bloco europeu por um dos seus membros, referiu ainda.

Juncker lembrou ainda que estará hoje na reunião do Conselho Europeu com Cameron, a quem vai pedir "que esclareça a situação".

"Não podemos ficar nesta situação por muito tempo. Não nos podemos instalar numa situação de incerteza prolongada", referiu.

"O voo [da UE] continua, apesar de estar agora com uma velocidade reduzida com este voto", adiantou Juncker, garantindo não estar "doente nem cansado".

"Vou lutar pela Europa até ao meu último alento", assegurou ainda, perante o PE.

Lusa