sicnot

Perfil

Brexit / Eleições no Reino Unido

Brexit / Eleições no Reino Unido

Brexit / Eleições no Reino Unido

"Impacto macroeconómico em Portugal será muito reduzido", diz Subir Lall

O chefe da missão do Fundo Monetário Internacional (FMI) em Portugal, Subir Lall, disse hoje que o impacto macroeconómico do Brexit em Portugal será muito reduzido, mesmo que a procura britânica de bens e serviços abrande.

Foto de arquivo.

Foto de arquivo.

REUTERS

"O impacto macroeconómico do Brexit em Portugal é muito pequeno", disse Subir Lall, à margem da apresentação do livro "Da crise à convergência: traçar um rumo para Portugal", editado por Subir Lall e Dmitry Gershenson, economista principal da equipa do FMI que está em Portugal, que decorreu na Nova School of Business and Economics (Nova SBE), no Campus de Campolide, em Lisboa.

O responsável admitiu contudo que no longo prazo esse impacto "vai depender da relação económica que o Reino Unido estabelecer com a União Europeia".

Sobre o facto do Reino Unido ser o quarto maior cliente de Portugal, o chefe da missão do FMI em Lisboa destacou de facto "o crescimento robusto" das exportações na área do turismo, mas sublinhou que no que diz respeito aos números das exportações de bens e serviços para o Reino Unido, "mesmo que haja um abrandamento da procura o impacto no Produto Interno Bruto (PIB) português será relativamente reduzido".

De qualquer forma, alertou que a discussão sobre os impactos só agora vai começar.

Subir Lall afirmou ainda que a saída do Reino Unido da União Europeia, votada no referendo britânico de quinta-feira, criou incerteza nos mercados na sexta e na segunda-feira, mas destacou que a situação já acalmou, admitindo contudo que a incerteza é maior no sistema financeiro.

Durante a sua intervenção no evento, Subir Lall chegou a afirmar que "estar na UE é estar no melhor bairro".

Os eleitores britânicos decidiram que o Reino Unido deve sair da UE, depois de o Brexit ter conquistado 51,9% dos votos no referendo de quinta-feira.

Logo na sexta-feira, o primeiro-ministro britânico, David Cameron, anunciou a sua demissão, com efeitos em outubro, e os líderes da UE defenderam uma saída rápida do Reino Unido.


Lusa

  • Cinco anos depois do incêndio na Serra do Caldeirão
    5:24
  • Destaques económicos que marcaram a semana
    2:03

    Economia

    A semana ficou marcada pela tragédia provocada pelos incêndios no centro do país. No entanto importa olhar para o que se passou noutras áreas e fazer um resumo das notícias relacionadas com a economia. 

  • Quer conhecer os cães mais feios do mundo?
    1:15

    Mundo

    Na Califórnia, nos Estados Unidos, já foi eleito o cão mais feio do mundo de 2017, num concurso que se repete há 29 anos. Com 57 quilos, Martha recebeu a distinção enquanto ressonava no palco.