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Bolsas mundiais acumulam fortes ganhos na 1ª semana após referendo no Reino Unido

As principais bolsas do mundo fecharam a primeira semana pós-'brexit' em alta, acumulando ganhos significativos nas últimas quatro sessões, mais do que suficientes para compensar as fortes quedas nas duas primeiras sessões após o referendo no Reino Unido.

© Jon Nazca / Reuters

Depois de os britânicos terem, a 23 de junho, votado maioritariamente a favor da saída do Reino Unido da União Europeia, a reação nos mercados foi imediata, com perdas significativas nas sessões de dia 24 de junho (sexta-feira) e de 27 de junho (segunda-feira).

Porém, após o 'choque' inicial, seguiu-se um movimento generalizado de correção nos mercados mundiais de referência nas últimas quatro sessões que permitiu que as praças europeias, norte-americanas e asiáticas, com o Japão à cabeça, fechassem esta semana com ganhos assinaláveis.

O principal índice inglês, o FTSE 100, cresceu 3,61% desde o 'brexit' e negoceia nos 6.577,83 pontos. A tendência positiva estendeu-se às outras praças europeias de referência: Madrid (6,18%), Paris (4,07%), Milão (3,64%) e Frankfurt (2,29%).

Também o índice de referência da bolsa portuguesa (PSI20) esteve em linha e acumulou ganhos de 2,95% durante o período em análise.

De resto, o índice Euro Stoxx 50, que é composto pelas 50 cotadas mais significativas da zona euro, somou 3,85% entre as sessões de 24 de junho e de hoje.

Nos Estados Unidos, o ganho acumulado desde o 'brexit' ascendeu aos 2,86%, levando em linha de conta o índice S&P 500, que reúne as maiores capitalizações de Wall Street.

Na Ásia, o índice Nikkei 225, o mais representativo da bolsa do Japão, cresceu 4,35%. Já o índice CSI 300, que engloba as principais cotadas nas bolsas chinesas de Xangai e de Shenzhen, ganhou 1,66%.

Das praças de referência asiáticas, apenas o principal índice de Hong Kong, o Hang Seng, contrariou as subidas dos seus pares a nível global e fechou a semana com uma perda acumulada de 0,57%.

Desde o 'brexit', a bolsa de Lusaka (Zâmbia) teve o melhor desempenho (11,45%), seguida pelo Brasil (9,35%) e Argentina (6,77%).

No lado oposto estão os mercados da Venezuela (-4,11%), da Nigéria (-3,06%) e da Suécia (-2,52%).

Lusa

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