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Brexit / Eleições no Reino Unido

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Brexit

Theresa May sucede a David Cameron

Theresa May foi hoje confirmada líder dos conservadores britânicos. Quarta-feira assume o cargo de primeira-ministra, como anunciou hoje David Cameron.

Theresa May à saída do nº 10 da Downing Street após reunião com o primeiro-ministro cessante.

Theresa May à saída do nº 10 da Downing Street após reunião com o primeiro-ministro cessante.

© Peter Nicholls / Reuters

Atá agora ministra do Interior do Governo de David Cameron e única candidata à sucessão de na liderança dos Conservadores, Theresa May assumirá o cargo de primeira-ministra na quarta-feira, anunciou hoje Cameron.

"Teremos uma nova primeira-ministra naquele edifício atrás de mim na quarta-feira à noite", disse Cameron aos jornalistas à porta da sua residência oficial em Downing Street, na capital britânica.

O líder conservador demissionário acrescentou que participará na sua última sessão de perguntas e respostas no parlamento na quarta-feira, antes de abdicar do cargo perante a rainha Isabel II.

A candidata do consenso entre os conservadores

Theresa May tornou-se na candidata consensual para ultrapassar a guerra interna no Partido Conservador na sequência da campanha do Brexit.

Apesar de eurocética, no início de 2016 e para surpresa geral decidiu permanecer fiel ao primeiro-ministro David Cameron e defender a permanência na UE.

O facto de permanecer à margem do conflito interno que assolou os 'Tories' durante a campanha do referendo, May acabou por encarnar a solução para substituir Boris Johnson, o ex-presidente da câmara de Londres e líder da campanha pela saída da UE, que no final de junho renunciou à corrida à liderança do partido.

No entanto, a futura primeira-ministra optou pelo "serviço mínimo", defendendo inclusive uma limitação da imigração, tema favorito dos pró-'Brexit'.

Uma posição de consenso assinalada pelo Sunday Times, que a apresentou como "a única figura capaz de unir as fações rivais do partido" Conservador.

Na quinta-feira, quando foi escolhida pelos deputados conservadores como uma das duas finalistas à sucessão de Cameron -- face à secretária de Estado da Energia, Andrea Leadsom --, considerou ser a candidata capaz de enfrentar o desafio que aguarda o futuro primeiro-ministro britânico.

"Precisamos de uma liderança forte, com experiência para negociar o melhor acordo para o Reino Unido com a União Europeia, para unir o partido e o nosso país", disse.

Theresa May, 59 anos, demonstrou uma política de grande firmeza no Ministério do Interior, quer face à delinquência, os imigrantes clandestinos ou aos imãs islamitas, posições que decerto lhe valeram o epíteto de "nova Margaret Thatcher".

Filha de um padre anglicano, iniciou a sua carreira política em 1986, após estudos de geografia em Oxford e uma breve passagem pelo Banco de Inglaterra. Foi neste período que foi eleita conselheira do rico distrito londrino de Merton.

Após dois fracassos nas legislativas, foi eleita em 1997 deputada conservadora na próspera circunscrição de Maidenhead em Berkshire (sul de Inglaterra).

Entre 2002 e 2003 foi a primeira mulher a tornar-se secretária-geral de um partido conservador e desencadeia críticas a um partido com uma nítida evolução à direita, que originam diversas inimizades internas.

Entre 1999 e 2010 ocupa diversos cargos no gabinete-sombra dos conservadores, então na oposição. Nesse período, é responsabilizada pelo Ambiente, Família, Cultura, direitos das Mulheres e Trabalho. Em 2005 está ao lado de David Cameron na sua conquista do partido.

Após este ser eleito chefe de governo em 2010, foi recompensada ao ser-lhe atribuída o cargo de ministra do Interior, cargo que vai manter após a reeleição do primeiro-ministro em 2015.

O Daily Telegraph, que a designa como a mulher política mais poderosa do país, considera que "chegou ao topo devido a uma feroz determinação".

Casada desde 1980 com o banqueiro John May, não tem filhos e é uma conhecida adepta da corrida e da cozinha.

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