sicnot

Perfil

Brexit

Brexit

Brexit

Banco britânico Lloyds vai despedir mais 3.000 pessoas até ao final de 2017

(Arquivo)

Matt Dunham / AP

O banco britânico Lloyds vai despedir mais 3.000 pessoas até 2017, anunciou hoje a empresa, numa altura em que se espera que o Banco de Inglaterra corte as taxas de juro na próxima semana devido ao Brexit.

O Lloyds Banking Group (LBG) decidiu alargar os seus planos de restruturação com o encerramento de 200 sucursais e o despedimento de 3.000 pessoas até ao final do próximo ano, revela a empresa num comunicado sobre os seus resultados intercalares.

Com estes despedimentos, sobe para 12.000 o número total de empregos eliminados pela empresa no atual programa de restruturação, que foi anunciado em 2014.

O Banco de Inglaterra deverá cortar as taxas de juro dentro de uma semana para um mínimo histórico de 0,25%, em resposta à incerteza provocada pela vitória do Brexit - que o Lloyds admite que já tem impacto na economia.

"Como resultado da mudança dos comportamentos dos consumidores e da esperada redução das taxas de juro, o âmbito do programa [de restruturação] foi agora alargado para incluir o encerramento de mais 200 sucursais e redução de 3.000 postos de trabalho até ao fim de 2017", disse o LBG no comunicado.

O banco, que voltou quase completamente para o setor privado depois de um resgate pelo Estado durante a crise financeira de 2008, também elevou a sua meta de poupança para 1,4 mil milhões de libras, face ao objetivo anterior de mil milhões de libras.

O LBG acrescentou que os lucros líquidos, ou lucros após impostos, duplicaram para 1,3 mil milhões de libras (1,5 mil milhões de euros) no primeiro semestre de 2016, de 874 milhões no ano anterior, mas alertou para o impacto do Brexit.

"Apresentámos um bom desempenho financeiro no primeiro semestre com um resultado subjacente robusto, a duplicação do lucro estatutário e forte geração de capital, juntamente com progresso continuado das nossas iniciativas estratégicas", disse o presidente executivo, António Horta-Osório.

Admitiu no entanto que o resultado do referendo que ditou a saída do Reino Unido da UE prejudica as perspetivas de futuro.

"Na sequência do referendo sobre a UE, as perspetivas para a economia britânica são incertas e, embora o impacto exato dependa de um número de fatores, incluindo as negociações com a UE e acontecimentos políticos e económicos, parece provável uma desaceleração do crescimento", disse.

O Governo britânico resgatou o Lloyds no pico da crise financeira, com um custo de cerca de 20 mil milhões de libras, que deixou nas mãos do Estado 43% do banco.

Desde então, já conseguiu reduzir a sua participação para cerca de 9%, após várias vendas de ações.


Lusa

  • Hoje joga Portugal (mas antes há um Uruguai-Rússia em direto na SIC)

    Mundial 2018 / O Mundial

    Começa a última jornada da fase de grupos do Mundial, com quatro jogos por dia. Às 15:00, numa partida transmitida em direto na SIC, a anfitriã Rússia e o Uruguai resolvem qual poderá ser o adversário de Portugal nos oitavos de final. Isto, dependendo claro da prestação da seleção nacional frente ao Irão, ao fim da tarde, uma vez que a qualificação não está garantida (e pode até depender do resultado do Espanha-Marrocos).

  • "É a primeira vez que vai ser testado o programa do Nuno Crato"
    0:57

    País

    Os alunos do 11º e 12º anos de escolaridade fazem hoje o exame de matemática, uma das provas mais importantes no acesso à universidade e para a conclusão do ensino obrigatório. No final do secundário, são quase 50 mil os alunos que hoje fazem a prova que acarreta algumas alterações instituídas ainda pelo ex-ministro Nuno Crato, como explicou à SIC Notícias o diretor do Liceu Camões, em Lisboa.

  • "Isto é a demagogia à solta"
    0:45

    Opinião

    Quem o diz é Luís Marques Mendes a propósito da aprovação esta semana da lei do CDS-PP que elimina o adicional do imposto sobre os combustíveis. O comentador da SIC critica a oposição por ter levado a votação uma lei inconstitucional e acusa ainda os parceiros de Governo de deslealdade. 

    Luís Marques Mendes