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Donald Tusk pede a Londres que desencadeie rapidamente saída da UE

O presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, apelou esta quinta-feira a Londres para que desencadeie "o mais rapidamente possível" a saída do Reino Unido da União Europeia (UE), durante um encontro com a primeira-ministra britânica, Theresa May.

"Sei que não é fácil, mas espero que vocês estejam prontos para arrancar com o processo de saída da UE o mais rapidamente possível", disse Tusk, no início do encontro em Downing Street, residência oficial da primeira-ministra do Reino Unido.

Tusk defendeu, entretanto, na rede social Twitter, que "a bola está do lado do Reino Unido", sublinhando ser "do interesse de todos começar" as negociações "o mais rapidamente possível".

"O nosso objetivo é estabelecer relações o mais próximas possíveis entre a União Europeia e o Reino Unido", acrescentou o responsável, que tinha pedido, em meados de julho, que o Brexit (expressão por que ficou conhecida a saída do Reino Unido da União Europeia aprovada em referendo a 23 de maio) fosse "um divórcio de veludo".

De acordo com fontes comunitárias, o Conselho Europeu deseja que Londres invoque o artigo 50.º do Tratado de Lisboa (relativo à decisão voluntária de um país de sair da UE) antes de maio de 2017, para que o país já não seja um membro da União durante as eleições europeias de maio de 2019.

Uma vez desencadeado o artigo 50.º, o Reino Unido terá dois anos para negociar as condições da sua saída e para abandonar a UE.

Pelo seu lado, Theresa May disse esperar que as negociações se desenrolem "de modo suave".

A governante britânica repetiu que o artigo 50.º não será acionado "antes do fim do ano", divulgou o seu gabinete, após o encontro. May declarou que o Reino Unido necessita de tempo para preparar as negociações.

Donald Tusk está a realizar um périplo pela Europa em preparação de um encontro informal que decorrerá no próximo dia 16 em Bratislava (Eslováquia) e que reunirá o conjunto dos líderes europeus, com exceção de Theresa May.

"Isso não significa que vamos discutir as relações futuras com o Reino Unido em Bratislava, porque para isso... Nós aguardamos a invocação do artigo 50.º", garantiu.

"É claro que uma vez que as negociações a decorrerem, proteger os direitos dos cidadãos europeus no Reino Unido será um objetivo chave para todos nós", disse ainda Donald Tusk, mais tarde, em Riga (Letónia).

O Reino Unido conta com 3,3 milhões de cidadãos da UE. Theresa May já declarou que pensa "ser capaz" de garantir, após o Brexit, o estatuto dos cidadãos da comunidade que já vivam no Reino Unido, mas que tal dependerá da forma como os cidadãos britânicas que vivem em países da União sejam tratados.

Lusa

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