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Cineasta Ken Loach diz que trabalhadores britânicos vão pagar o preço pelo Brexit

O cineasta britânico Ken Loach considerou esta sexta-feira que o Brexit vai originar um golpe nos salários dos trabalhadores britânicos, que vão "pagar o preço" da saída do país da União Europeia (UE), referiu num encontro com jornalistas em Paris.

© Reuters Photographer / Reuter

"Parece-me que muitas empresas vão partir porque vão querer estar na União Europeia e ter acesso a esse mercado", explicou o cineasta de esquerda, que apresentou em Paris "Eu, Daniel Blake", Palma de Ouro no último Festival de Cannes.

"Os homens políticos britânicos querem atrair outros investimentos à Grã-Bretanha para os substituir. A única forma de o poderem fazer é através de uma mão-de-obra barata. Assim, o desemprego vai de novo fazer descer o valor do trabalho", disse. E citou Lenine: "A classe dirigente pode sobreviver a todas as crises, se a classe operária pagar o preço".

Ken Loach apelou ao voto pela permanência na UE no referendo de 23 de junho, apesar de propor uma "Europa diferente" do atual "projeto neoliberal".

O realizador de 80 anos considerou ainda que o 'Brexit' foi uma "má notícia" para o cinema britânico, porque o priva das ajudas europeias e atinge os acordos de coprodução, que "dependem sobretudo da livre-circulação dos trabalhadores".

"O problema dos filmes britânicos, é que olham para o outro lado do Atlântico e não para o outro lado da Mancha. Isso vai piorar", disse.

Para o realizador de "Land and Freedom", a primeira-ministra britânica Theresa May "prossegue a mesmo política que (o seu antecessor David) Cameron", e sublinhou ter esperança no chefe do partido trabalhista Jeremy Corbyn, da ala mais à esquerda e reeleito em setembro com 61,8% dos votos dos filiados, e "graças a quem 400.000 novos aderentes se juntaram ao Labour".

Lusa

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