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UE avisa que subsídios para agricultores britânicos acabam em 2020

© Toby Melville / Reuters

O comissário europeu da Agricultura, Phil Hogan, avisou esta quinta-feira que os fundos comunitários vão acabar em 2020 para os agricultores britânicos devido ao 'Brexit' e que caberá a Londres apoiá-los a partir dessa altura.

O comissário irlandês disse numa entrevista à agência noticiosa AFP que não haverá extensão dos pagamentos aos agricultores que foram acordados no âmbito da Política Agrícola Comum (PAC).

"Tenho estado a dizer aos agricultores britânicos que os pagamentos vão ser feitos até 2020", declarou Hogan em Bruxelas.

"Depois passa a ser uma questão do governo britânico, partindo do princípio que as negociações vão ser concluídas, que eles consigam financiar todas as medidas agrícolas que quiserem com os seus próprios recursos", afirmou.

Os subsídios comunitários são obrigatórios, apesar de o calendário da primeira-ministra britânica, Theresa May, prever a saída do país da União Europeia no início de 2019, na sequência da vitória dos partidários do 'Brexit' no referendo de junho deste ano.

Responsáveis por confederações agrícolas e da indústria agroalimentar britânica reuniram-se esta semana com membros do governo britânico para expressaram as suas preocupações quanto à forma como o setor, altamente subsidiado, vai lidar com o 'Brexit'.

"Claro que os agricultores estão preocupados com isto, mas é uma questão para o governo deles. Eu dei-lhes garantias até 2020 e compete ao governo britânico dar-lhes garantias depois dessa altura", acrescentou Hogan.

O ministro das Finanças britânico, Philip Hammond, prometeu em agosto igualar o nível de financiamento comunitário para agricultores, universidades e infraestruturas após o 'Brexit' e até 2020, mas não explicou o que vai acontecer depois.

Hogan alertou ainda para a necessidade de dar atenção à questão dos trabalhadores agrícolas sazonais que acorrem à Grã-Bretanha e cujos números sofreram uma forte queda.

"A primeira-ministra [Theresa May] deixou claro que quer ter uma forte posição política sobre os assuntos de imigração", assinalou.

"Naturalmente, esperamos que esteja igualmente consciente de que muitos agricultores e agroindústrias dependem de trabalhadores sazonais que são essenciais para a viabilidade seus negócios", acrescentou.

Lusa

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