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Brexit / Eleições no Reino Unido

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Brexit

Portugal e França querem "negociação com firmeza" da saída do Reino Unido da UE

© Jon Nazca / Reuters

O ministro dos Negócios Estrangeiros português, Augusto Santos Silva, disse hoje à Lusa, em Paris, que Portugal e França querem "uma negociação com firmeza, mas com espírito de abertura" da saída do Reino Unido da União Europeia.

O chefe da diplomacia portuguesa reuniu-se, hoje de manhã, com o homólogo francês, Jean-Marc Ayrault, no ministério francês dos Negócios Estrangeiros, num encontro em que "o ponto principal foi futuro próximo da Europa".


"No que diz respeito ao 'Brexit', nós entendemos também, quer Portugal, quer a França, que é preciso evidentemente conduzir uma negociação com firmeza, mas com espírito de abertura, de modo a que seja possível resolver o quanto antes a questão dos direitos dos cidadãos europeus na Grã-Bretanha e dos britânicos na Europa e a questão dos compromissos financeiros da Grã-Bretanha", declarou Augusto Santos Silva no final do encontro.


Questionado sobre o valor da fatura que o Reino Unido deveria pagar pelo 'Brexit' que, segundo a edição de quarta-feira do jornal económico britânico Financial Times poderia ascender a 100.000 milhões de euros, o ministro português falou em "especulação jornalística".


"É uma especulação jornalística. Nós devemo-nos entender sobre a fórmula e depois aplicá-la. Do nosso ponto de vista, as coisas são claras. O Reino Unido - como Portugal, como a Alemanha, como a Irlanda, como a República Checa -- assumiu, no quadro das perspetivas financeiras atuais, compromissos. Alguns implicam pagamentos até 2019, outros implicam pagamentos depois de 2019.O Reino Unido deve assumir esses compromissos", afirmou.


O chefe da diplomacia portuguesa reiterou que "o que os britânicos estão a dizer é que, do ponto de vista deles, os compromissos que eles têm de cumprir são aqueles cujos pagamentos se fazem até 2019", mas que "o mais correto" é que "os compromissos assumidos no quadro destas perspetivas financeiras 2014-2020 sejam pagos em 2017, em 2018, em 2019 ou em 2020".


"Entendamo-nos sobre isto primeiro, politicamente, e depois os técnicos farão as contas. Não é nada difícil fazê-las. Até lá é especulação", concluiu.


Os chefes da diplomacia portuguesa e francesa falaram, ainda, sobre "a integração europeia" e a "necessidade de a Europa assumir um papel liderante na agenda internacional porque há questões como a agenda do Clima, os objetivos do desenvolvimento sustentável que hoje dependem muito, na cena internacional, da liderança da Europa".


Esta tarde, Augusto Santos Silva vai deslocar-se ao Liceu Montaigne, em Paris, para se encontrar com alunos da secção internacional portuguesa e celebrar o Dia da Língua Portuguesa e das Culturas na CPLP.


Esta quinta-feira, na sede da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), o ministro visitou a exposição "Portugal e a UNESCO - Conhecer, salvaguardar e partilhar", uma mostra organizada no âmbito da candidatura de Portugal ao Conselho Executivo da UNESCO (2017-2021) cuja eleição é em novembro.

Lusa

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