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Brexit / Eleições no Reino Unido

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Brexit

Ian McEwan, Bob Geldof e Jarvis Cooker apelam à luta contra o Brexit

© Jon Nazca / Reuters

O escritor Ian McEwan e os cantores Bob Geldof e Jarvis Cocker apelaram esta sexta-feira à resistência contra a saída do Reino Unido da União Europeia (UE), o designado Brexit, durante uma conferência realizada em Londres.

"Dentro de dois, teremos um acordo perante nós, ou acordo nenhum. O resultado vai precisar de uma aprovação geral", afirmou o britânico Ian McEwan durante uma conferência intitulada "O 'Brexit' e a falência política", reclamando um novo referendo depois das negociações acabarem.

O escritor incitou a audiência a "lançar um olhar ao artigo 50" do Tratado de Lisboa, que define o procedimento de saída de um Estado-membro da UE.

"O artigo é muito curto, não estipula que quando uma nação inicia o procedimento tenha de sair" da União, insistiu McEwan, que estimou que ainda é tempo de terminar com o processo de saída do Reino Unido do bloco europeu. Este laureado com o Booker Prize em 1998 criticou a classe política britânica, estimando que "um gangue de velhos em cólera (...) molda o futuro do país contra as aspirações da sua juventude".

O músico irlandês Bob Geldof estimou que o 'Brexit' deve ser "evitado a todo o custo".

O artista envolveu-se na defesa da manutenção do país na Europa durante a campanha do referendo em 2016, sublinhando que a UE tinha permitido manter a paz no continente durante 70 anos.

"Será que eu votaria para mandar os meus netos para a guerra? Nunca o faria", vincou.

O cantor mencionou também as repercussões que o 'Brexit' poderia ter na Irlanda, país onde nasceu, inquietando-se com o regresso de uma fronteira entre a República da Irlanda e a província britânica da Irlanda do Norte.

"Não o podemos aceitar! É uma questão fundamental!", exclamou.

O cantor pop Jarvis Cocker também solicitou ao público que se manifeste contra o 'Brexit'.

"A resistência começa aqui!", disse esta estrela da pop britânica nos anos 1990, com o seu grupo Pulp. "Parece que permitimos à minoria extremista dominar o debate", concluiu.

Lusa

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