sicnot

Perfil

Caso Bial

Caso Bial

Caso Bial

Morreu um dos voluntários do ensaio clínico da Bial

O voluntário que estava em estado de morte cerebral que participou num ensaio clínico em França da farmacêutica portuguesa Bial morreu hoje, de acordo com a agência France PResse que cita fonte do hospital de Rennes.

© Stephane Mahe / Reuters

"O paciente em estado morte cerebral morreu ao meio-dia", disse o hospital em comunicado.

Quanto aos outros cinco voluntários internados na sequência do ensaio clínico, o seu estado "permanece estável", acrescentou a mesma fonte.

Na sexta-feira, o diretor de neurologia do hospital de Rennes já tinha dito que três dos homens estavam com problemas neurológicos que podiam ser irreversíveis.

A semana passada, seis voluntários entre os 28 e os 49 anos foram hospitalizados na cidade francesa de Rennes, depois de terem participado num ensaio de medicamentos analgésicos conduzida por um laboratório privado para a farmacêutica portuguesa BIAL.

O ensaio clínico de Fase 1 testava um novo medicamento destinado a tratar perturbações de humor como a ansiedade.

No ensaio participaram no total 108 voluntários, 90 dos quais receberam a droga, enquanto os restantes tomaram placebos.

Os seis homens que foram internados foram o grupo que recebeu a dose mais elevada, segundo a France Presse.

Quando foi conhecido este incidente, o pior deste tipo que já aconteceu em França, a Bial garantiu que estava a acompanhar de perto todos os doentes, dando conta de que o ensaio com humanos daquele medicamento com um composto experimental estava a decorrer desde junho de 2015.

A farmacêutica vincou ainda que o ensaio foi aprovado pelas autoridades francesas, bem como pela comissão de ética em França, e está de acordo com a legislação que enquadra os ensaios clínicos.

  • Vítimas de ensaio da Bial com lesões cerebrais irreversíveis
    1:59

    Caso Bial

    As cinco vitimas do ensaio clínico da Bial e França vão receber uma indemnização, já que os ensaios têm um seguro de responsabilidade civil obrigatório para os voluntários que participam nestes testes. As cinco pessoas continuam em estado grave e os medicos garantem que as lesões são irreversíveis.

  • Autoridades francesas abrem inquéritos para averiguar o que aconteceu com medicamento da Bial
    3:01

    Caso Bial

    Em França prosseguem as investigações ao ensaio clínico com um medicamento da Bial que deixou 5 pessoas hospitalizadas, uma das quais em estado de coma.A polícia voltou hoje ao laboratório francês onde foram realizados os testes a pedido da farmacêutica portuguesa. As autoridades querem saber o que correu mal, apesar da garantia da Bial de que seguiu totalmente as boas práticas internacionais neste tipo de ensaios. Em curso estão três inquéritos para averiguar o que aconteceu.

  • Bial garante que cumpriu todas as boas práticas internacionais

    Caso Bial

    A Bial diz que está a colaborar com as autoridades francesas no caso do ensaio clínico que resultou no internamento em estado grave de 6 voluntários, um deles em morte cerebral. A farmacêutica portuguesa diz que seguiu todas as boas práticas internacionais na realização dos ensaios, que foram aprovados pelas autoridades francesas.

  • Zeca Afonso morreu há 30 anos
    1:11
  • Luz ultravioleta converte dióxido de carbono em metano

    Mundo

    Investigadores da Universidade Duke, nos Estados Unidos, criaram nanopartículas (partículas microscópicas) que ajudam a converter o dióxido de carbono (gás poluente) em metano (combustível) usando apenas luz ultravioleta como fonte de energia.

  • Compensa comprar a granel?
    8:39
  • "Isto é uma mentira e tem carimbo de Estado"
    2:12

    Opinião

    O preço das botijas de gás em Portugal duplicou nos últimos 15 anos. José Gomes Ferreira esteve no Jornal da Noite, da SIC, onde explicou este aumento, lembrando que a classe política prometeu que se houvesse mais empresas a operar no mercado, os preços desciam. Contudo, José Gomes Ferreira diz que "isto é uma mentira e tem carimbo de Estado". O Diretor-Adjunto de Informação SIC explicou que como o mercado é livre, os operadores vendem aos preços mais altos que podem, deste modo os preços não variam muito entre uns e outros.

    José Gomes Ferreira