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Caso Maddie - 10 anos

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Gonçalo Amaral vs McCann: que verdade e que mentira?

Numa altura em que se assinalam 10 anos do desaparecimento de Madeleine McCann, fazemos uma retrospetiva de um dos casos mais mediáticos de sempre em Portugal. O primeiro coordenador da investigação foi Gonçalo Amaral. Depois de ter sido afastado do caso e do departamento que liderava a investigação, o ex-inspetor da PJ lançou "Maddie: A verdade da mentira", um livro polémico com várias acusações aos McCann, que espoletou um clima de tensão que chegou à barra dos tribunais.

Foi a 2 de outubro que o então inspetor e coordenador do Departamento de Investigação Criminal de Portimão, Gonçalo Amaral, foi afastado do processo e das funções, depois de declarações feitas ao Diário de Notícias em que acusou a polícia inglesa de favorecer o casal McCann nas investigações. É substituído pelo então diretor nacional adjunto da PJ, Paulo Rebelo, mas a intervenção de Amaral no caso estava longe de terminar.

Em julho de 2008 lança o livro "A verdade da mentira", com o intuito de "repor o bom nome que ficou enxovalhado na praça pública". Uma obra com revelações polémicas sobre o caso, direcionadas sobretudo, em forma acusativa, a Kate e Gerry McCann, mas não só.

Joao Henriques

Hugo Correia

A resposta do casal não se faz esperar e surge mesmo a hipótese de avançar um processo judicial contra o ex-inspetor, por difamação. Uma intenção que se concretiza em maio de 2009 e que Gonçalo Amaral encara como uma oportunidade que "permitirá ver quem difama quem".

Apesar de um outro livro, da autoria de um norte-americano, defender a mesma tese suportada por Gonçalo Amaral, "A verdade da mentira" é retirada do mercado em setembro de 2009, por decisão do Tribunal Cível de Lisboa.

O processo chega a julgamento em janeiro de 2010. De um lado, as testemunhas da defesa, que reiteravam que o livro resultava da investigação; do outro, Gerry McCann, que negava a existência de provas da morte da filha.

Nacho Doce

Apesar das críticas ao julgamento, a venda do livro manteve-se interditada. Até outubro de 2010, altura em que surge a decisão de anular a proibição da venda. Uma decisão naturalmente aplaudida pelo autor e uma decisão da qual os McCann recorreram judicialmente pouco tempo depois.

As duas partes não chegam a um acordo extrajudicial e o caso regressa à barra dos tribunais, com os pais de Maddie a exigirem uma indemnização de mais de 1 milhão de euros ao ex-inspetor.

Em janeiro de 2015, o tribunal deu como provado que o livro causou danos aos pais de Maddie, mas sem que Gonçalo Amaral tenha de vir a pagar qualquer indemnização aos McCann, pois já em janeiro deste ano, o Supremo Tribunal de Justiça negou a revisão da decisão do Tribunal da Relação, que condenava o ex-inspetor a pagar 500 mil euros ao casal.

Numa recente entrevista à BBC, Kate e Gerry revelaram que vão recorrer às instâncias europeias da decisão da Justiça portuguesa.

Instâncias e acusações paralelas a um caso em que verdadeiramente impera apenas uma pergunta, que continua sem resposta: o que aconteceu, afinal, a Madeleine McCann?

  • Dez anos depois, o que aconteceu a Maddie?

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  • Os suspeitos do caso Maddie

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    Numa altura em que se assinalam 10 anos do desaparecimento de Madeleine McCann, fazemos uma retrospetiva de um dos casos mais mediáticos de sempre em Portugal. Neste artigo, recordamos os muitos suspeitos já associados ao desaparecimento da criança britânica, naquela noite de 3 de maio de 2007.

  • Kate e Gerry McCann: suspeitos ou inocentes?

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    Madeleine McCann desapareceu há 10 anos, num caso sem precedentes em Portugal e que continua a atrair a atenção da imprensa internacional. Os pais da criança britânica, Kate e Gerry McCann, manifestaram nas primeiras horas após o desaparecimento o desespero por não saberem onde estava a filha, mas, depois das suspeitas, dos longos interrogatórios e das medidas de coação a que estiveram sujeitos, continuam Kate e Gerry, aos olhos da opinião pública, a ser vistos como suspeitos, uma década depois?

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    O caso Maddie acabou por ficar marcado pela guerra entre os McCann e Gonçalo Amaral. O antigo inspector da PJ publicou um livro que defende que a criança morreu e sugere o envolvimento dos pais no desaparecimento do corpo. Kate e Gerry chegaram a conseguir que a obra fosse retirada do mercado, mas Amaral acabou por ser absolvido do crime de difamação.

  • Maddie já foi 'avistada' quase 8.700 vezes

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    Numa altura em que se assinalam 10 anos do desaparecimento de Madeleine McCann, fazemos uma retrospetiva de um dos casos mais mediáticos de sempre em Portugal. Neste artigo, recordamos alguns dos avistamentos da menina que, segundo uma investigação de uma televisão australiana, já foi 'vista' 8.685 vezes em diferentes zonas do mundo.

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