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Caso CGD

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Nova equipa de gestão da CGD inicia funções em julho

O novo Conselho de Administração da Caixa Geral de Depósitos (CGD), que vai ser liderado por António Domingues, inicia funções durante o próximo mês, anunciou hoje o ministro das Finanças, Mário Centeno.

A equipa que vai acompanhar o antigo administrador financeiro do Banco BPI ainda não foi oficializada, algo que vai acontecer a breve trecho, segundo o governante.

"Vai ser proposto às autoridades nos próximos dias com o objetivo de entrar ao trabalho no início de julho. Os nomes dos elementos serão muito proximamente apresentados", afirmou Centeno numa conferência de imprensa em Lisboa.

O governante abordou as alterações que vão ser introduzidas ao nível da governação do banco público, que passará a contar com um Conselho de Administração, um Conselho Fiscal e um Conselho de Remunerações, deixando de haver um modelo dualista (com Conselho de Administração e Comissão Executiva).

Os desafios que os novos gestores vão enfrentar já estão definidos pelo Governo, representante do acionista único Estado: manter a posição de liderança no mercado doméstico (clientes particulares e empresas, com o foco nas PME), simplificar a estrutura complexa do grupo, tornando-o mais eficiente, assegurar que o investimento na CGD será recuperado num período relativamente curto de tempo e garantir custos mais reduzidos ao nível do financiamento.

"A CGD deverá reforçar o modelo de gestão de risco e 'governance' [governação] do seu grupo financeiro", contrariando a tendência de crescimento de níveis de crédito em incumprimento no balanço das instituições financeiras, assinalou.

"Exige-se à CGD a modernização da sua atividade comercial, com aumento de competitividade e de eficiência", acrescentou o ministro, apontando ainda para o papel que o banco estatal deve ter no apoio à internacionalização das empresas portuguesas e à aposta em África, afirmando-se como ponte para relações comerciais entre os países de língua portuguesa.

Centeno realçou ainda que o Governo está "empenhado no trabalho com as entidades de supervisão nacionais e internacionais para que a CGD seja o garante da estabilidade do sistema financeiro português".

Questionado pelos jornalistas, o ministro das Finanças confirmou que os 900 milhões de euros de instrumentos híbridos (CoCo) da CGD subscritos pelo Estado em 2012 -- e que teriam que ser pagos até junho de 2017 -- vão ser transformados em capital.

Lusa

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