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Caso CGD

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Governo confirma demissão da administração da CGD

A administração da Caixa Geral de Depósitos demitiu-se, depois de seis meses em gestão corrente. De acordo com o Público de hoje, os administradores executivos e não executivos do banco público bateram com a porta, cansados de esperar por uma solução do Governo para os órgãos sociais. O gabinete do ministro das Finanças confirma.

© Jose Manuel Ribeiro / Reuters

Numa carta enviada ao ministro das Finanças de 21 de junho, a administração da Caixa fez saber que as condições para se manterem à frente do banco público esgotaram-se, 6 meses depois do mandato terminar.

Já em março deste ano o jornal Expresso revelava que o Governo tinha convidado o então vice-presidente do BPI para liderar a Caixa mas na reunião de maio não foi tomada a decisão formal.

Quase dois meses depois, a cúpula do banco público responsabiliza o Governo pelo impasse que se vive na Caixa, há meio ano sem rumo traçado nem estratégia definida.

O gabinete do ministro das Finanças confirmou hoje a demissão da adminstração do banco, numa carta enviada a Mário Centeno, adiantando que os gestores demissionários vão ficar no banco até serem substituídos.

A comissão parlamentar de inquérito à Caixa Geral de Depósitos imposta potestativamente por PSD e CDS-PP, toma hoje posse pelas 17:00 na Assembleia da República, sendo presidida pelo social-democrata José Matos Correia.

A comissão de inquérito vai debruçar-se sobre a gestão do banco público desde o ano 2000 e abordará o processo de recapitalização da Caixa Geral de Depósitos, atualmente em negociação com Bruxelas.

Na segunda-feira, o Sindicato dos Trabalhadores das Empresas do Grupo CGD (STEG) anunciou que CGD vai cortar 2.500 trabalhadores entre 2017 e 2020, através de reformas e saídas por acordo.

O STEG reuniu-se no final da semana passada com o Secretário de Estado do Tesouro, Ricardo Mourinho Félix, para esclarecer informações que têm vindo a público sobre o banco público e a reestruturação que deverá acontecer quando a nova administração entrar em funções.

"A redução prevista do número de trabalhadores será da ordem dos 2.500. Embora essa avaliação seja feita pela nova administração e prevendo-se a sua aplicação a partir de 2017 e ao longo de três anos", lê-se no comunicado do sindicato, segunda-feira divulgado na sua página na Internet, que cita as informações dadas pelo governante no encontro.

Contudo, refere a mesma nota, o governante garantiu que "não haverá despedimentos e que a redução de pessoal será feita por "reformas ou reformas antecipadas, sempre por acordo entre a CGD e o trabalhador".

Com Lusa

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