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Caso CGD

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Standard and Poor's confirma rating de lixo da CGD

A Standard and Poor's confirmou o rating da Caixa Geral de Depósitos (CGD), de "BB-" , mantendo as perspetivas positivas, alertando para a "base de capital apertada" e para a "fraca qualidade dos ativos" do banco.

O rating de "BB-" confirmado por esta agência de notação financeira, uma das três grandes, é o terceiro nível considerado como lixo.

Numa nota hoje emitida, a Standard and Poor's afirma que, "nos níveis atuais", os ratings atribuídos à CGD "estão constrangidos pela base de capital apertada do banco e pelo fraco registo da qualidade dos ativos".

No entanto, a agência indica que, a contrabalançar estes aspetos negativos, está "a posição de mercado dominante em Portugal (onde detém uma quota de mercado de 22% do sistema de crédito e 28% dos depósitos)", bem como "o perfil de financiamento sólido - focado para os depósitos no mercado - e a ampla liquidez".

Sublinhando que "muito provavelmente o banco vai receber apoio extraordinário do Governo", a Standard and Poor's diz acreditar que, "apesar de o Governo ainda ter de desvendar os detalhes sobre o montante potencial e sobre o prazo", esse montante "será suficiente para melhorar o seu rácio de capital para um nível sustentadamente acima de 5%".

A agência recorda que "o banco permaneceu gerador de perdas desde 2011" e que, ao contrário do que previa anteriormente, espera agora que "a CGD continue a gerar perdas em 2016 (...) aproximando-se do breakeven só em 2017".

A Standard and Poor's antecipa que "a Comissão Europeia poderá ver a injeção de capital pelo Governo como uma ajuda estatal à CGD" e refere que, neste cenário, Bruxelas "poderá exigir que o banco trave o pagamento de cupões de instrumentos de capital híbrido".

Além disso, a agência de notação financeira considera que as regras das ajudas estatais "iriam provavelmente desencadear um plano de reestruturação para a CGD" que, na opinião da Standard and Poor's, deverá focar-se em "reduzir os custos operacionais relativamente elevados do banco para melhorar a eficiência para níveis mais alinhados com os pares e para restaurar a rentabilidade".

Outro aspeto que poderá fazer parte deste plano de reestruturação passa por "redimensionar as operações internacionais da CGD".

Quanto às perspetivas positivas, a agência de rating diz que esta opção "reflete a possibilidade de o rácio de capital do banco poder melhorar para um nível sustentadamente acima de 5% ao longo do horizonte da perspetiva, tendo em conta as diferentes medidas de reforço do capital" que a Standard and Poor's diz "acreditar que o Governo esteja a considerar".

Também a possibilidade de que o banco público possa operar um ambiente que "se torne menos arriscado ao longo dos próximos 12 a 18 meses" justifica as perspetivas positivas hoje confirmadas.

A CGD tem estado no centro do debate público, num momento em que está em processo de mudanças, com reestruturação do grupo e alterações na equipa de gestão, que se tem atrasado devido à falta de acordo entre o Governo e Bruxelas quanto ao aumento de capital do banco, que poderá ascender a 5 mil milhões de euros.

Entretanto, a comissão parlamentar de inquérito à Caixa, imposta potestativamente por PSD e CDS-PP, arrancou os trabalhos esta semana e vai debruçar-se sobre a gestão do banco público desde 2000 e abordará o processo de recapitalização da Caixa Geral de Depósitos, atualmente em negociação com Bruxelas.

Lusa

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