sicnot

Perfil

Caso CGD

Caso CGD

Caso CGD

Trabalhos da comissão parlamentar sobre CGD prolongados até final de março

TIAGO PETINGA

A Comissão Parlamentar de Inquérito à Recapitalização da Caixa Geral de Depósitos e à Gestão do Banco manter-se-á ativa até ao final de março, depois da Assembleia da República ter decidido prolongar o seu funcionamento.

De acordo com o texto da resolução, publicado esta terça-feira em Diário da República, a Assembleia da República resolveu, com base na deliberação tomada pelo plenário na sua reunião de 19 de janeiro de 2017, "prorrogar o prazo de funcionamento da Comissão Parlamentar de Inquérito à Recapitalização da Caixa Geral de Depósitos e à Gestão do Banco, por mais 60 dias".

O prazo inicial era o fim deste mês, ou seja, 120 dias após o arranque dos trabalhos.

O prolongamento dos trabalhos acontece depois de na semana passada o Tribunal da Relação ter decidido dispensar o dever de sigilo bancário da CGD, Banco de Portugal e Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) determinando que disponibilizem a informação pedida pelos deputados no âmbito do processo de recapitalização do banco.

O pedido de entrega de documentação tinha sido feito pela própria Comissão.

Na passada quinta-feira, o antigo presidente da Caixa Geral de Depósitos (CGD) Carlos Santos Ferreira garantiu desconhecer qualquer pressão política para que fosse o escolhido para liderar a Caixa Geral de Depósitos (CGD), cargo que assumiu a convite de Teixeira dos Santos.

Santos Ferreira falava durante a sua audição na comissão parlamentar de inquérito à CGD, duas semanas depois de Luís Campos e Cunha, que foi ministro das Finanças do governo Sócrates durante apenas quatro meses, ter denunciado aos deputados as pressões que terá sofrido da parte de Sócrates para afastar a administração do banco público dirigida por Vítor Martins e nomear uma nova equipa comandada por Santos Ferreira.

Na altura, o antigo primeiro-ministro desmentiu as acusações de Campos e Cunha e, uma semana depois, no âmbito da comissão de inquérito, Teixeira dos Santos também afastou a hipótese de ter sido pressionado pelo primeiro-ministro de então, assumindo a decisão de substituir a equipa de gestão do banco estatal.

"Também não falei com o dr. Campos e Cunha" sobre o banco público, sublinhou Santos Ferreira, dizendo ter recebido apenas um telefonema do antecessor de Teixeira dos Santos quando se encontrava no estrangeiro, durante o qual não houve "uma única referência à CGD".

E acrescentou: "Perguntou-me se estava em Portugal e eu disse que não. Estava em Banguecoque, a caminho de Macau, e respondi-lhe que voltaria dentro de duas ou três semanas".

A comissão parlamentar de inquérito à Caixa, imposta potestativamente por PSD e CDS-PP, tomou posse a 05 de julho na Assembleia da República, sendo presidida pelo social-democrata José Matos Correia.

A comissão de inquérito está a analisar a gestão do banco público desde o ano 2000 e aborda o processo de recapitalização da Caixa Geral de Depósitos.

  • As confissões de Sérgio Conceição: do futuro no FC Porto à zanga com Rui Vitória 
    43:14
  • Parceiros sociais retomam hoje discussão sobre legislação laboral

    Economia

    Os parceiros sociais retomam esta tarde a discussão sobre as alterações à legislação laboral nas áreas do combate à precariedade, promoção da negociação coletiva e reforço da inspeção do trabalho. No encontro, marcado para as 15:00 no Conselho Económico e Social (CES), em Lisboa, o ministro do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Vieira da Silva, deverá apresentar um novo documento com alterações face ao que foi proposto aos parceiros sociais há dois meses.

  • Marcelo descobre que vê mal "ao longe à esquerda"
    2:05

    País

    Marcelo Rebelo de Sousa recebeu uma declaração dos médicos contra a despenalização da eutanásia. A audiência ao atual bastonário e cinco antecessores acontece a uma semana do tema ir a debate no Parlamento, e no dia em que o Presidente da República foi a estrela do Dia da Segurança Infantil. Marcelo aproveitou para fazer um rastreio à visão e concluiu que tem que estar "atento", à esquerda, ao longe".

  • PS "vai ficar em banho-maria durante anos" por causa de Sócrates
    0:59

    País

    Miguel Sousa Tavares considera que o PS vai ficar em "banho-maria" durante anos por causa de José Sócrates. Em entrevista na SIC Notícias, o comentador criticou os dirigentes socialistas pela forma como se tentaram demarcar do ex-primeiro-ministro e disse que António Costa devia ter tomado uma atitude mais concreta.

  • Sabia que pode emprestar dinheiro a empresas e ganhar 7% em juros por ano?
    8:05
  • É desta que provam a existência do monstro de Loch Ness?

    Mundo

    Para muitos, o monstro de Loch Ness não passa de uma lenda. A verdade é que a existência ou não desta criatura mística continua a suscitar debates entre aqueles que acreditam e os cépticos. Uma equipa internacional de investigadores quer responder finalmente à questão através da recolha de ADN ambiental do Loch Ness, na Escócia.

    SIC