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Poluição no norte da China atinge um dos níveis mais altos deste ano

A poluição no norte da China atingiu hoje um dos níveis mais altos deste ano, com a concentração de partículas PM2.5 - as mais finas e suscetíveis de se infiltrarem nos pulmões - a atingir 560 microgramas por metro cúbico em Pequim.

© China Stringer Network / Reut

Este fim de semana, a capital chinesa emitiu o nível de alerta laranja, o mais alto lançado até agora em 2015, e os residentes foram aconselhados a evitar atividades ao ar livre.

Em Hebei, a província ao redor de Pequim, os níveis de concentração de partículas PM2.5 em várias cidades superaram os 500 microgramas, um nível mais de 22 vezes superior ao máximo recomendado pela Organização Mundial de Saúde.

A densa nuvem de poluição que se estende pelo norte do país coincide com a chegada do Presidente chinês, Xi Jinping, a Paris, onde participará na conferência das Nações Unidas sobre as alterações climáticas (COP21).

Estima-se que a China libertou entre nove e 10 mil milhões de toneladas de dióxido de carbono (CO2) para a atmosfera em 2013, quase o dobro dos Estados Unidos e cerca de duas vezes e meia as emissões da União Europeia.

No último ano, o país asiático disse que vai atingir o pico de emissões "à volta de 2030", o que pressupõe que continuarão a aumentar pelo menos por mais uma década.

A maior parte das emissões de CO2 no país é proveniente da queima de carvão, que alimenta cerca de dois terços da energia consumida na China.

A poluição está associada a centenas de milhares de mortes prematuras e tornou-se nos últimos anos fonte de descontentamento popular.

A China tem insistido que espera um acordo "juridicamente vinculativo", durante a COP21, que tenha em conta as "diferentes capacidades" dos países participantes.

Lusa

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