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Putin pede um acordo vinculativo que continue Quioto

O Presidente russo, Vladimir Putin, transmitiu hoje a sua disponibilidade para chegar a um acordo que limite a subida da temperatura média global, que seja a continuação do protocolo de Quioto e que seja "juridicamente vinculativo".

Reuters

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© Stephane Mahe / Reuters

Durante o seu discurso na abertura da Conferência das Nações Unidas sobre Alterações Climáticas (COP21), que decorre até 11 de dezembro em Paris, Vladimir Putin insistiu que devem ser respeitados os princípios acordados nas anteriores cimeiras do clima e defendeu "um acordo juridicamente vinculativo mas que permita o desenvolvimento económico".

"Graças aos nossos esforços coletivos, acredito que chegaremos a um novo acordo que venha na continuação do protocolo de Quioto", referiu.

Salientou que a Rússia foi "um dos primeiros países do mundo" a reduzir as emissões de gases com efeito de estufa através de programas de eficiência energética e de conservação do ambiente.

Segundo números russos, a redução de emissões atingiu 70% entre 1990 e 2013, período em que o Produto Interno Bruto (PIB) da Rússia duplicou.

Devido a estes esforços, a Rússia evitou a emissão de 40 mil toneladas de dióxido de carbono e isso significa atrasar "um ano" o aquecimento global.

"É a prova de que podemos prestar atenção ao nosso crescimento económico e preocuparmo-nos com o ambiente", realçou Putin.

A COP21, que decorre entre 30 de novembro e 11 de dezembro, reúne em Paris representantes de 195 países, que tentarão alcançar um acordo vinculativo sobre redução de emissões de gases com efeito de estufa que permita limitar, até 2100, o aquecimento da temperatura média global da atmosfera a dois graus centígrados acima dos valores registados antes da revolução industrial.

Até agora, mais de 170 países já apresentaram os seus contributos para a redução de emissões, mas ainda insuficientes para alcançar a meta proposta.

Entre os assuntos pendentes estão a aceitação de um mecanismo de revisão periódica das contribuições nacionais e a existência de um só sistema, sem divisões entre países desenvolvidos e em desenvolvimento, mas com flexibilidade no tratamento, tema que, juntamente com a responsabilização dos países maiores emissores, serão aspetos mais difíceis de resolver.

Lusa

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