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Financiamento de países pobres pode ser chave do sucesso da Cimeira do Clima

Os países em desenvolvimento advertiram esta quinta-feira para o risco de fracasso das negociações na Conferência das Nações Unidas sobre Alterações Climáticas (COP21), em Paris, se os países ricos não se envolverem no financiamento da luta contra o aquecimento global.

Embora alguns dos seus membros, como a China e a Índia, estejam atualmente entre os maiores poluidores do planeta, o grupo tem, historicamente, pouca responsabilidade na emissão de gases com efeito de estufa.

Embora alguns dos seus membros, como a China e a Índia, estejam atualmente entre os maiores poluidores do planeta, o grupo tem, historicamente, pouca responsabilidade na emissão de gases com efeito de estufa.

© Jacky Naegelen / Reuters

"Queremos novos compromissos em matéria de financiamento", afirmou a embaixadora sul-africana Nozipho Mxakato-Diseko, presidente do grupo G77 + China (que deve o nome ao número inicial de países que o constituíam, tendo-se posteriormente alargado), um grupo de 134 países pobres ou emergentes que inclui aqueles que serão particularmente afetados pelas alterações climáticas.

Os países-membros do G77 querem financiamento para suportar a transição para a energia verde, para se adaptarem ao impacto das alterações climáticas e para compensarem os danos daí resultantes.

Embora alguns dos seus membros, como a China e a Índia, estejam atualmente entre os maiores poluidores do planeta, o grupo tem, historicamente, pouca responsabilidade na emissão de gases com efeito de estufa.

Em 2009, os países ricos prometeram aumentar a sua ajuda para chegar aos 100 mil milhões de dólares por ano em 2020 e, de acordo com um relatório da OCDE, esse auxílio foi de 62 mil milhões em 2014.

A questão do financiamento não é, contudo, a única em aberto, pois delegados de 195 países, que devem ultrapassar o máximo de diferendos até sábado, divulgaram hoje um novo projeto de acordo com pouco mais de 50 páginas e alterações tidas como irrelevantes.

"O número de opções em aberto não foi reduzido" e permanece "perto das 250", observou Matthew Orphelin, porta-voz da Fundação Nicolas Hulot, convidando os delegados a "acelerar" antes de passarem os assuntos aos seus ministros, na próxima semana.

Por seu lado, Enele Sosene Sopoaga, o primeiro-ministro de Tuvalu, ilha do Pacífico ameaçada pela subida do nível do mar, lamentou o facto de os discursos dos 150 chefes de Estado e de governo que, na segunda-feira, afirmaram em uníssono a sua determinação em agir, não estarem a ter uma "tradução concreta" em decisões e medidas.

"O texto está, em grande parte, inalterado", acrescentou Tasneem Essop, da organização ambientalista internacional WWF, ironizando: "Ainda estão a mudar o lugar das cadeiras no convés para ter uma melhor visão do icebergue".

Para a ministra da Ecologia francesa, Ségolène Royal, "é normal que haja um ou dois dias para pôr em marcha a máquina das conversações", sendo este um "momento de maturação necessário", mas "é impensável imaginar um fracasso".

O objetivo da COP21 é alcançar, até 11 de dezembro, um acordo para limitar o aumento do aquecimento global a 2º Celsius, relativamente aos níveis da era pré-industrial, tendo em conta que já se verificou uma subida de um grau.

No total, 525.000 pessoas morreram devido a cerca de 15.000 fenómenos extremos, particularmente furacões, que causaram perdas estimadas em cerca de 3 biliões de dólares em 20 anos, tendo as Honduras, Myanmar e o Haiti sido os países mais afetados.

Segundo o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, sem a redução das emissões de gases com efeito de estufa, em 2080, e por comparação com o presente, mais 175 milhões de pessoas podem estar desnutridas.

Lusa

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