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Presidente da COP21 apresenta novo esboço de acordo sobre redução de emissões

O presidente da Conferência das Nações Unidas sobre Alterações Climáticas (COP21), o ministro dos Negócios Estrangeiros francês, apresentou hoje o primeiro esboço de acordo sobre redução de emissões, elaborado pelos 14 ministros que moderam as negociações.

Laurent Fabius reconheceu que o esboço continua a não resolver os três principais pontos de discórdia na negociação.

Laurent Fabius reconheceu que o esboço continua a não resolver os três principais pontos de discórdia na negociação.

© Jacky Naegelen / Reuters

Laurent Fabius reconheceu que o esboço continua a não resolver os três principais pontos de discórdia na negociação e que são a diferenciação entre países ricos e pobres no que respeita a assumir responsabilidades de redução de emissões de gases com efeito de estufa (GEE), a ambição do futuro acordo e a transferência financeira para a mitigação e adaptação às alterações climáticas nos países em desenvolvimento.

"Temos feito progressos, mas ainda nos falta muito trabalho nas próximas 48 horas", disse o presidente da COP21 sobre o texto do acordo, que desde sábado passou de 48 para 29 páginas, das quais 14 se relacionam com o acordo em si e 15 com uma decisão que o concretize.

"Em vários pontos estamos quase no final dos nossos esforços" graças ao trabalho das partes, avançou Fabius.

O responsável francês realçou que "este não é o texto final" e anunciou a convocatória de um plenário para as 19:00 para que as diferentes partes da negociação possam comentar o primeiro esboço negociado pelos ministros.

O texto "reflete os compromissos que estão a emergir" na parte final da negociação, e agora é necessário centrar-se "nas principais perguntas sem resposta", acrescentou.

Nesta fase do trabalho sobre o texto de acordo, as questões em aberto continuam a ser as mesmas que no início da negociação e levam a que o documento ainda tenha várias opções acerca de quem terá responsabilidades obrigatórias de redução de emissões de GEE, assim como de financiamento da adaptação nos países em desenvolvimento.

"Esperam-nos duas longas noites de trabalho", reconheceu Laurent Fabius, desejando que na sexta-feira de manhã exista "um acordo legalmente vinculativo, ambicioso e equilibrado" para ser aprovado na parte da tarde.

O ministro francês terminou a sua intervenção no plenário da COP21 com uma frase muito repetida nas negociações: "nada está de todo decidido até que se decida".

Representantes de 195 países participam na conferência da ONU de Paris, com final previsto para sexta-feira, para chegar a um acordo que reduza as emissões de gases com efeito de estufa, principais responsáveis pelas mudanças do clima que levam a maior frequência de fenómenos extremos, como ondas de calor, secas ou cheias, e à subida do nível do mar.

Lusa

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