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Índia avisa que sucesso da Cimeira do Clima depende de ajuda de países ricos a pobres

O ministro do Ambiente da Índia avisou hoje que o sucesso das negociações a decorrer em Paris para obter um acordo sobre combate às alterações climáticas não está garantido, porque os países ricos recusam as preocupações dos mais pobres.

Ministro do Ambiente da Índia, Prakash Javadekar (Reuters)

Ministro do Ambiente da Índia, Prakash Javadekar (Reuters)

© Stephane Mahe / Reuters

O mundo desenvolvido "não está a aceitar e não está a mostrar flexibilidade" relativamente às preocupações dos países em desenvolvimento, disse Prakash Javadekar a jornalistas.

A Conferência das Nações Unidas sobre Alterações Climáticas (COP21) está a decorrer em Paris desde 30 de novembro e tinha encerramento previsto para hoje, mas foi adiado para sábado, já que os representantes dos 195 países mais União Europeia não conseguiram ainda chegar a acordo.

O objetivo é obter um documento de consenso sobre redução das emissões de gases com efeito de estufa, para evitar a subida da temperatura média acima de dois graus de modo a prevenir a frequência de fenómenos extremos como ondas de calor, secas, cheias ou subida do nível do mar, e encontrar formas de financiar a adaptação, principalmente dos países mais vulneráveis.

"O Presidente francês, François Hollande, foi duas vezes avisado que, se o mundo desenvolvido não mostrar espírito de cooperação, o sucesso [do acordo] de Paris não está garantido", alertou o ministro indiano.

Quando os jornalistas lhe pediram para explicar esta posição, Prakash Javadekar disse que "se trata essencialmente dos assuntos relacionados com a diferenciação e a equidade".

A diferenciação refere-se a uma maior responsabilização dos países desenvolvidos pelo aquecimento global, e o princípio da equidade diz que os países pobres devem ser ajudados, com fundos ou de outras formas, pois estão mais vulneráveis às alterações climáticas.

O responsável francês tinha falado da possibilidade de as negociações de Paris acabarem em fracasso, nomeadamente se os países ricos não cumprirem com a sua parte para obter 100 mil milhões de dólares (91 mil milhões de euros) por ano até 2020 para financiar a adaptação das nações em desenvolvimento aos impactos das alterações climáticas.

"Não haverá acordo...se não existir um compromisso firme na parte financeira", disse François Hollande, em setembro.

EA // JMR

Lusa/Fim

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