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Cimeira do Clima

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Acordo para o clima prevê limitar aquecimento global a 1,5 graus celsius

O presidente da cimeira do clima, Laurent Fabius, apresentou hoje o projeto final de acordo entre 195 países. Propõe conter o aquecimento global abaixo dos 2 graus celsius e limitá-lo aos 1,5.

© Philippe Wojazer / Reuters

O ministro dos Negócios Estrangeiros francês, Laurent Fabius, anfitrião da cimeira, propôs um acordo climático que prevê uma verba de 100 mil milhões de dólares (90,9 mil milhões de euros) para os países em desenvolvimento a partir de 2020.

"Estamos quase no final do caminho e, provavelmente, no início de um outro", disse o ministro francês dos Negócios Estrangeiros, na sessão plenária, com a voz embargada e quase em lágrimas, depois de ter agradecido ao seu antecessor Manuel Pulgar-Vidal e ter por isso recebido uma salva de palmas.

Laurent Fabius presidiu cerca de uma quinzena de conversações em Paris que terminaram hoje com negociações durante toda a noite e conseguiu entregar o acordo aos ministros, que agora decidirão se o aprovam ou não.

Hollande diz que aprovação do acordo sobre o clima pode mudar o mundo

O Presidente francês, François Hollande, pediu hoje aos delegados que participam na Cimeira do Clima, em Paris, que adotem o texto do acordo que foi apresentado acrescentando que "será um grande gesto para a humanidade".

Hollande fez uma intervenção logo após o presidente da Cimeira do Clima (COP21), o ministro dos Negócios Estrangeiros francês, Laurent Fabius, ter dado a conhecer os principais pontos do texto que vai ser submetido hoje à tarde aos participantes do plenário.

Segundo Hollande o documento é "o primeiro acordo universal da história das negociações climáticas".

"Estamos num momento decisivo", sublinhou o chefe de Estado francês.

François Hollande dirigiu-se aos 196 delegados e afirmando que têm a "possibilidade de mudar o mundo" caso o documento venha a ser aprovado.

O projeto de acordo final visa conter o aquecimento global abaixo dos 2 graus celsius e limitá-lo aos 1,5 e prevê uma verba de 100 mil milhões de dólares (90,9 mil milhões de euros) por ano para os países em desenvolvimento a partir de 2020.

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