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UE admite operação militar no Mediterrâneo contra traficantes de imigrantes

Os chefes de Estado e de governo da União Europeia vão solicitar na quinta-feira o início dos preparativos para uma operação militar destinada a destruir as embarcações dos traficantes de imigrantes, refere o projeto da resolução. 

Reuters Arquivo

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© Handout . / Reuters

O projeto em discussão, divulgado pelas agências internacionais, solicita aos líderes europeus que desenvolvam "esforços sistemáticos para identificar, capturar e destruir as embarcações antes que sejam utilizadas pelos traficantes" no Mediterrâneo. 

A Alta representante para a política externa e de segurança da União, Federica Mogherini, "é convidada para iniciar de imediato os preparativos para uma eventual operação de segurança e defesa para este efeito, de acordo com a lei internacional", acrescenta o projeto de resolução. 

As primeiras consultas sobre esta proposta demonstram "uma vontade política de emitir este forte sinal", disse à Agência France Press uma fonte próxima do dossiê. 

"Não podemos ser sérios caso não tenhamos em consideração o pedido de Mateo Renzi", afirmou um alto responsável europeu. O chefe do governo italiano solicitou que fosse examinada a possibilidade de efetuar "intervenções precisas" contra os traficantes na Líbia, que se tornou no país de embarque de migrantes e candidatos a asilo em direção a Itália e Malta. 

Caso seja aceite, a organização desta operação militar europeia seria uma decisão inédita no combate à imigração clandestina. 

"A sua concretização levará tempo", advertiram diplomatas envolvidos nas conversações. "Vão ser necessários planos operacionais, e depois mobilizar os meios militares", explicaram. 

Atalante, a missão militar da UE contra a pirataria ao largo das costas somalis, foi desencadeada em 2008, mas as primeiras ações contra as embarcações piratas ocorreram em 2011-2012, recordou o eurodeputado francês Arnaud Danjean. 

"Para destruir as embarcações na Líbia será necessário um mandato jurídico" das Nações Unidas, sublinhou. "A possibilidade de ação em terra fornecida à força naval Atalante na Somália quase nunca foi utilizada, porque não é tão simples", explicou. 

O apelo para novas medidas e a pressão sobre os líderes europeus aumentou após o devastador naufrágio no domingo que terá provocado a morte de cerca de 800 imigrantes provenientes da Líbia. 

Lusa

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