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Refugiados na Europa

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Crise Migratória na Europa

Merkel e Hollande reúnem-se para tentar travar crise migratória

A chanceler alemã e o Presidente francês reúnem-se esta segunda-feira, em Berlim, para tentar levar a Europa a restringir os pedidos de asilo, entre outras medidas para resolver a pior crise de refugiados desde a II Guerra Mundial.

© Alkis Konstantinidis / Reuter

Mais de 107 mil migrantes que fogem de países em conflito atravessaram as fronteiras europeias no mês passado e a situação está a piorar, pelo que Angela Merkel e François Hollande procurarão dar novo ímpeto à resposta à crise.

"Tem de haver um novo ímpeto para se fazer o que já foi decidido e olhar para o problema sob novas perspetivas", afirmou à France Presse fonte da presidência francesa.

A mesma fonte admitiu que as decisões já tomadas na União Europeia "não chegam, não são suficientemente rápidas e não servem".

As prioridades de Merkel e Hollande passarão por fazer uma lista de países cujos cidadãos não terão resposta a pedidos de asilo, a não ser em circunstâncias excecionais.

Até agora não tem havido consenso para elaborar esse tipo de lista, o que ilustra a falta de "uma política europeia completa" para lidar com os milhares que procuram refúgio no continente.

Os dois líderes querem também acelerar a instalação de centros de acolhimento na Grécia e na Itália para identificar requerentes de asilo e imigrantes ilegais.

"Enquanto estes centros não estiverem instalados e não houver solidariedade interna dentro da União Europeia, o regresso dos migrantes aos seus países de origem - que dissuadiria novas chegadas - não vai acontecer", argumentou a fonte do Eliseu.

Em Roma, as autoridades italianas afirmaram que só no sábado recolheram 4.400 migrantes que tentaram atravessar o Mediterrâneo em 22 embarcações diferentes, o número diário mais alto dos últimos anos.

O vice-chanceler alemão, Sigmar Gabriel, afirmou hoje que o aumento do número de pedidos de asilo - que este ano deverá exceder 800 mil - era "o maior desafio para a Alemanha desde a reunificação", em 1990.

Lusa

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