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Refugiados na Europa

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Crise Migratória na Europa

França, Alemanha e Reino Unido querem reunião urgente para discutir migração

Os ministros do Interior de França, Alemanha e Reino Unidos apelaram hoje para a necessidade de realizar uma reunião urgente de responsáveis do Interior e da Justiça da União Europeia "nas próximas semanas" face à crise dos migrantes.

© Agron Beqiri / Reuters


Bernard Cazeneuve, Thomas de Maiziere et Theresa May "pediram à presidência luxemburguesa da União Europeia a realização de um primeiro conselho de Justiça e Negócios Estrangeiros nas próximas semanas para preparar eficazmente as decisões da reunião de 08 de outubro, e avançar com propostas concretas", indica um comunicado publicado um dia depois de um encontro em Paris de nove países europeus sobre a segurança nos transportes.

Já esta manhã, o ministro dos Negócios Estrangeiros francês, Laurent Fabius, classificou de "escandalosa" a atitude de certos países do leste da Europa perante a crise dos refugiados, a começar pela Hungria.

A Comissão Europeia quer distribuir os requerentes de asilo pelos vários países europeus para 'aliviar' os países que estão a servir de entrada dos migrantes na Europa. No entanto, esta repartição, numa base voluntária, está a ser dificultada pela falta de vontade de alguns países, incluindo a Hungria, Áustria, Eslováquia e Eslovénia.

A Hungria, país que serve de porta de entrada para os migrantes e refugiados que pretendem chegar à Europa ocidental, ergueu uma barreira de arame farpado ao longo dos 175 quilómetros da sua fronteira com a Sérvia, atualmente vigiada por cerca de mil polícias, aos quais irão juntar-se mais dois mil a partir de 01 de setembro.

Também hoje, o primeiro-ministro italiano, Mateo Renzi, afirmou que a União Europeia tem de "deixar de comover-se e começar a mover-se" para encontrar uma solução sobre a questão da imigração.

Numa entrevista publicada no jornal "Corriere Della sera", Renzo criticou o facto de "as primeiras medidas" terem chegado após a cimeira extraordinária de abril, na sequência da tragédia no Canal da Sicília, na qual centenas de imigrantes morreram afogados após o naufrágio da barcaça em que viajavam.

"As imagens dramáticas destas crianças asfixiadas no camião e assassinadas no porão das embarcações dizem-nos que a Europa deve procurar uma estratégia", salientou o primeiro-ministro italiano, que pediu "a internacionalização desta crise", pois não é só um problema de Itália ou da Grécia.

Num artigo publicado este domingo no "The Sunday Times" a ministra do Interior britânica, Theresa May, considerou, por seu turno, que só os cidadãos da União Europeia que tenham uma oferta de trabalho deveriam entrar no Reino Unido, como forma de controlar a imigração.

Para a responsável britânica, a ausência de fronteiras na UE é a causa da atual crise migratória no bloco europeu.

Segundo Theresa May, a crise migratória tem vindo a intensificar-se desde o início do verão junto às zonas costeiras do sul da Europa, onde milhares de migrantes arriscam a vida para conseguir uma solução melhor deveria ser uma chamada de atenção para os líderes europeus.

Lusa

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