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Crise Migratória na Europa

Família de Aylan tentava recomeçar a vida no Canadá

Família de Aylan tentava recomeçar a vida no Canadá

Uma imagem chocante percorreu o mundo e é hoje o símbolo do naufrágio da humanidade. Aylan Kurdi, uma criança síria, de 3 anos, inerte, sem vida, atirada pelo mar para uma praia da Turquia, após um naufrágio no Mar Egeu. Uma imagem que representa também o fim do sonho para uma família que tentava chegar ao Canadá, para recomeçar a vida. A mãe e os dois filhos, de 3 e 5 anos, morreram. Apenas o pai sobreviveu.

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    A imagem das crianças sirias afogadas numa praia da Turquia está a revoltar o mundo. É um momento chocante mas que vários jornais e televisões mundiais, incluindo a SIC, decidiram mostrar. Precisamente porque se trata de uma imagem capaz de pressionar uma solução. É um poderoso documento, de inegável valor histórico, que nos interroga sobre o que somos e o que estamos dispostos a permitir. O naufrágio destas crianças, cujo nome e história de vida começamos agora a conhecer, foi descrito nas últimas horas como o "naufrágio da própria humanidade".

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    O naufrágio da humanidade espelhado naquele corpo de criança que deu à costa, como se fosse um detrito, arrepia. Mas não suficientemente. Um polícia recolheu-a nos braços como se a fosse embalar. Curvado, aquela criança pesou decerto na sua e em muitas consciências. Mas não suficientemente. Aquela criança fugia com outras crianças da Síria, passara pela Turquia rumo à Grécia. Corriam do inferno sírio, da barbárie à solta e da fome. Ninguém as viu e ouviu. Ninguém quis saber. Ninguém se importou. É duro olhar para aqueles corpos estendidos, inertes. Mas não suficientemente.

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