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Canadá nega que família de Aylan Kurdi tenha solicitado asilo no país

O Governo canadiano negou que a família do menino sírio de 3 anos que morreu afogado na costa da Turquia tenha solicitado refúgio no país e que Ottawa tenha oferecido ao pai asilo após a tragédia. Por outro lado, comprometeu-se a aceitar 10.000 refugiados sírios nos próximos três anos.

Teema Kurdi, a viver em Vancouver há cerca de 20 anos, disse que tinha reunido em janeiro os documentos necessários para uma candidatura de imigração

Teema Kurdi, a viver em Vancouver há cerca de 20 anos, disse que tinha reunido em janeiro os documentos necessários para uma candidatura de imigração

© Ben Nelms / Reuters

O ministro da Imigração do Canadá, Chris Alexander, declarou hoje à televisão pública canadiana, CBC, que Abdullah Kurdi (pai do menino Aylan Kurdi) não pediu asilo, embora a sua irmã e tia da criança, Teema Kurdi, que vive no Canadá, tenha pedido ajuda para saber como patrocinar o seu pedido de asilo.

Alexander também negou que funcionários canadianos tenham oferecido a Abdullah Kurdi asilo no Canadá ou a nacionalidade canadiana.

O ministro disse que o seu departamento recebeu um pedido de refúgio para outro irmão de Abdullah Kurdi e de Teema chamado Mohammad, mas que as autoridades canadianas o rejeitaram porque faltava um documento.

Em março, um deputado do partido da oposição Novo Partido Democrático (NPD) entregou a Alexander uma carta de Teema Kurdi, na qual solicitava ajuda e informação para que os seus dois irmãos e respetivas famílias pudessem chegar como refugiados ao Canadá.

Teema Kurdi, a viver em Vancouver (oeste do Canadá) há cerca de 20 anos, disse que tinha reunido em janeiro os documentos necessários para uma candidatura de imigração, ao abrigo do programa de refugiados, para o irmão e a respetiva família (mulher e dois filhos).

A cidadã sírio-canadiana relatou que tentou, com a ajuda de amigos e vizinhos, reunir as garantias bancárias necessárias para trazer a família para o Canadá, mas que não conseguiu.

Teema Kurdi afirmou que as normas não lhe permitiam patrocinar a chegada dos seus dois irmãos, pelo que apresentou primeiro o pedido de asilo para Mohammad.

Na quarta-feira, a fotografia de Aylan Kurdi, o menino sírio de três anos cujo corpo deu à costa na praia turca de Bodrum (sudoeste) tornou-se viral no mundo inteiro, provocando uma onda de indignação e de consternação.

Com o seu pai, o único sobrevivente da família, a sua mãe e o seu irmão Galip de cinco anos, o menino sírio viajava numa pequena embarcação com refugiados sírios que tentava alcançar a costa grega.

Em junho passado, a candidatura para o estatuto de refugiados foi recusada à família pelos serviços de imigração canadianos devido, segundo Teema Kurdi, à complexidade dos pedidos de asilo provenientes da Turquia.

Com a rejeição da candidatura, a família decidiu embarcar e tentar a sua sorte no Mediterrâneo.

O Governo canadiano tem recebido duras críticas no último ano pela lentidão com que está a processar os pedidos de asilo dos refugiados sírios.

Desde meados de 2013, o Canadá aceitou 1.060 refugiados sírios, embora hoje o ministro da Imigração tenha dito que o número subiu para mais de 2.000 nas últimas semanas.

O governo do primeiro-ministro canadiano, o conservador Stephen Harper, também foi criticado pela limitada quota de refugiados sírios que se comprometeu a aceitar.

Em resposta às críticas, Ottawa comprometeu-se a aceitar 10.000 refugiados sírios nos próximos três anos, e Harper afirmou que se ganhar as eleições gerais de 19 de outubro próximo, a quota vai aumentar em mais 10.000.

Com Lusa

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