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Crise Migratória na Europa

Primeiro-ministro húngaro confirma que quem entrar ilegalmente no país será detido

O primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orban, anunciou hoje que a partir de terça-feira, 15 de setembro, a polícia vai começar a prender todas as pessoas que entrem de forma ilegal no país.

A maioria das pessoas que chegam à Hungria fogem de países em conflito e não pretendem permanecer naquele país, mas seguir caminho com destino a países mais ricos da Europa Ocidental, onde em muitos casos podem reunir-se com família e amigos.

A maioria das pessoas que chegam à Hungria fogem de países em conflito e não pretendem permanecer naquele país, mas seguir caminho com destino a países mais ricos da Europa Ocidental, onde em muitos casos podem reunir-se com família e amigos.

© Bernadett Szabo / Reuters

Nesse dia entram em vigor as novas leis que estabelecem penas até cinco anos de prisão pela entrada ilegal em território da Hungria.

O dirigente nacionalista também considerou que alguns refugiados se negam a cooperar com a polícia e que a sua atuação viola as leis húngaras.

"Enfrentamos uma rebelião", afirmou Orban, após um encontro com Manfred Weber, líder do grupo parlamentar do Partido Popular Europeu.

Orban acrescentou que "terá de ser feito muito mais em relação à crise migratória na Europa e as decisões devem ser adotadas mais rapidamente" na União Europeia.

O chefe do Governo húngaro também se opôs à proposta do presidente da Comissão Europeia (CE), Jean-Claude Juncker, de acolher e distribuir pela União Europeia 160 mil refugiados, ao assegurar que "não se podem tomar decisões europeias sem o consentimento dos chefes de Estado" da UE.

Até ao momento, o consenso implica que não sejam tomadas decisões que atinjam todo o continente "e o que está a propor o presidente da CE contraria isto", acrescentou o chefe do Governo húngaro.

Orban sublinhou ainda a "posição clara" da Hungria, considerada consoante ao tratado de Schengen, que prevê a livre circulação por 26 Estados europeus.

"O facto de a Grécia ter renunciado ao cumprimento dessa legislação não significa que a Hungria faça o mesmo", indicou.

Na perspetiva do primeiro-ministro húngaro, o problema deve ser abordado em território grego, e caso Atenas não consiga enfrentá-lo deverá ser a UE a apoiar este Estado-membro inclusive "com forças de defesa de fronteiras".

Por sua vez, Weber assegurou que a Hungria está a cumprir as legislações europeias e pretende registar todos os imigrantes que chegam ao país.

"A UE ofereceu ajuda à Hungria", recordou o político alemão, acrescentando que a Europa "deve oferecer asilo aos que realmente necessitam", concluiu Weber.

Lusa

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