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Crise Migratória na Europa

França admite restabelecer temporariamente controlo de fronteiras

A França "não hesitará" em restabelecer temporariamente o controlo das fronteiras "se nos próximos dias ou semanas se revelar necessário", afirmou hoje o primeiro-ministro francês, Manuel Valls.

© Eric Gaillard / Reuters

"Já esta primavera restabelecemos controlos temporários nessa fronteira (franco-italiana). E não hesitaremos em fazê-lo de novo, como as regras de Schengen permitem quando as circunstâncias se impõem, se nos próximos dias ou semanas se revelar necessário", disse Valls, num debate na Assembleia Nacional sobre a crise migratória.

A Europa enfrenta atualmente a pior crise de refugiados desde a II Guerra Mundial, o que já levou a Alemanha, a Áustria e a Eslováquia a restabelecerem os controlos nas suas fronteiras, medida que suspende temporariamente a livre circulação consagrada pelos acordos de Schengen.

"Schengen é parte da nossa identidade e da nossa segurança. Mas Schengen também é o controlo das fronteiras externas, caso contrário não funciona", disse Valls.

O primeiro-ministro francês voltou a pedir maior cooperação entre os países europeus na gestão da crise migratória.

O Presidente francês, François Hollande, disse anteriormente que o país vai acolher 24.000 refugiados ao longo dos próximos dois anos e advertiu que sem uma política comum europeia para a partilha das responsabilidades o espaço Schengen entra em colapso.

Manuel Valls anunciou por outro lado que o Governo vai destinar mais de 600 milhões de euros para o financiamento nos próximos dois anos do acolhimento de refugiados e candidatos a asilo.

Fonte do gabinete do primeiro-ministro francês disse à agência France Presse que essa verba será de 279 milhões de euros em 2016 e de 334 milhões de euros em 2017.

O primeiro-ministro francês anunciou também a abertura de 900 vagas nas forças policiais, incluindo a guarda fronteiriça.

"Alguns dizem-nos que 'temos de fechar tudo'. Dizer isso é ignorar os refugiados que estão a morrer à nossa porta. Outros dizem 'temos de abrir tudo'. Dizer isso é ignorar as realidades e dificuldades que a sociedade francesa enfrenta", disse.

Lusa

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