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Crise Migratória na Europa

Suíça dispõe-se a acolher 1.500 dos 40.000 refugiados aceites na UE

A Suíça disponibilizou-se hoje para receber nos próximos dois anos 1.500 dos 40.000 refugiados que a União Europeia decidiu em junho repartir pelos países membros.

© Arnd Wiegmann / Reuters

A Suíça não é membro da UE, mas integra o espaço europeu de livre circulação Schengen.

Segundo um comunicado do governo suíço, os 1.500 refugiados a acolher devem estar já "registados e identificados" na Grécia e Itália, principais países de entrada de migrantes na Europa.

O governo suíço justifica esta condição com o "cumprimento dos compromissos de Dublin", referindo-se às regras de acolhimento que definem que cabe ao primeiro país da UE a que chega um candidato a asilo a responsabilidade de avaliar o pedido de asilo.

A UE decidiu em junho acolher 40.000 refugiados, embora tenha rejeitado que a repartição fosse por um sistema de quotas obrigatórias.

O agravamento da crise migratória, com o número de pessoas que atravessar o Mediterrâneo desde janeiro a aproximar-se do meio milhão, levou a Comissão Europeia a propor o acolhimento de 120.000 refugiados, proposta que ainda não foi aceite pelos países membros.

Esses 1.500 refugiados que a Suíça se disponibilizou a receber serão contudo deduzidos ao contingente de 3.000 pessoas que Berna tinha decidido em março acolher, precisa o comunicado.

O Conselho Federal (governo) aprovou por outro lado desbloquear uma verba de emergência de 50 milhões de francos suíços (46 milhões de euros) para financiar operações humanitárias das organizações internacionais na Síria e nos países vizinhos.

Além dessa verba, Berna decidiu aumentar 20 milhões o orçamento humanitário de 2016.

"Esta ação é modesta, mas se todos fizessem o mesmo, podia alcançar-se uma soma importante. Lançamos um apelo à comunidade internacional para que não espere pelos orçamentos de 2016 e faça um esforço suplementar antes do fim do ano", disse em conferência de imprensa o ministro dos Negócios Estrangeiros, Didier Burkhalter.

O ministro frisou que organizações humanitárias internacionais têm falta de recursos e que nomeadamente o Programa Alimentar Mundial foi obrigado a reduzir para metade as rações alimentares por falta de verbas.

Lusa

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