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Juncker acredita que crise de refugiados vai prolongar-se "durante anos"

A crise dos refugiados vai prolongar-se "durante anos", considerou esta quinta-feira o presidente da Comissão europeia Jean-Claude Juncker, para reafirmar que não alimenta "qualquer ilusão" sobre esta questão.

"Devemos dizer às pessoas que não é qualquer coisa de passageiro, de provisório, e que devemos viver durante muito tempo com este problema", disse o presidente da Comissão Europeia.

"Devemos dizer às pessoas que não é qualquer coisa de passageiro, de provisório, e que devemos viver durante muito tempo com este problema", disse o presidente da Comissão Europeia.

© Francois Lenoir / Reuters

"Devemos dizer às pessoas que não é qualquer coisa de passageiro, de provisório, e que devemos viver durante muito tempo com este problema", disse ainda.

"Esta crise dos refugiados vai prolongar-se por um certo número de anos. Não tenho qualquer ilusão de que aquilo a que assistimos atualmente venha a pertencer rapidamente ao passado", disse no decurso de uma conferência em Passau, sul da Alemanha, transmitida pela União Europeia (UE).

A Europa está confrontada com o maior afluxo de refugiados desde a Segunda Guerra Mundial, mas Juncker garantiu, ao retomar uma fórmula da chanceler alemã Angela Merkel, que o continente "consegue resolver isto", apesar de notar que, apenas em África, 8,5 milhões de refugiados podem pretender deslocar-se para a Europa.

No entanto, os países da UE permanecem divididos na forma de abordar este novo desafio. A Alemanha optou por permitir a entrada de dezenas de milhares de pessoas em fuga de zonas de conflito, em particular da Síria, enquanto a Hungria optou por construir barreiras e muros ao longo das suas fronteiras para impedir este fluxo proveniente da "rota dos Balcãs".

Numa óbvia referência à atitude de Budapeste, Juncker sustentou "não serem necessários novos muros na Europa e em particular entre Estados-membros da UE".

Ao visitar um centro de acolhimento em Passau, na fronteira com a Áustria, Juncker deslocou-se a um dos principais pontos de entrada de migrantes da Alemanha, em particular sírios em fuga da guerra.

Lusa

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